MALDITA HORA - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




MALDITA HORA

Ao acordar deparei-me de súbito com um ser que ali se encontrava agarrado à terra.
Seu corpo já putrefato anunciando seu óbito. Seu delicioso aroma convidava seus únicos visitantes para uma longa cerimônia de despedida.
Meus pés já penetravam o estômago daquele corpo que ali permanecia, abençoado pelo descanso eterno. 
Suas vísceras expulsavam em jatos alucinantes, as fezes misturadas à podridão. Chapiscando toda a mobília. Colorindo com a cor da morte.
Depois de desenterrar meus pés daquele antro de podridão, enfurecido por estar atrasado ao trabalho, – era o esperado dia de pagamento – ergui sua cabeça ao sol e sarcasticamente balbuciei.
 – Maldita foi tua hora de morrer papai!!!

Carli Bortolanza
MALDITA HORA

Ao acordar deparei-me de súbito com um ser que ali se encontrava agarrado à terra.
Seu corpo já putrefato anunciando seu óbito. Seu delicioso aroma convidava seus únicos visitantes para uma longa cerimônia de despedida.
Meus pés já penetravam o estômago daquele corpo que ali permanecia, abençoado pelo descanso eterno. 
Suas vísceras expulsavam em jatos alucinantes, as fezes misturadas à podridão. Chapiscando toda a mobília. Colorindo com a cor da morte.
Depois de desenterrar meus pés daquele antro de podridão, enfurecido por estar atrasado ao trabalho, – era o esperado dia de pagamento – ergui sua cabeça ao sol e sarcasticamente balbuciei.
 – Maldita foi tua hora de morrer papai!!!