Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Mundo miserável

Estou cansado de ter que viver assim nessa monotonia.
Sem nada para fazer.
Gostaria que fosse diferente.
Mas não!
É só isso. Só!
Que droga!
Falo em mudar.
Descrimino-me, me chamo de louco.
Mas não tem nada haver, isso é real.
Dura, má, mas é a realidade.
Isso é tão deprimente que às vezes penso em suicídio.
Como se eu pudesse, mas nem isso resolveria.
Estaria morto e o mundo?
Que mundo? Que vida? Que morte?
E saber que pelo menos sou um!
Um cara deitado em seu caixão, trancado em seu túmulo esperando o infinito tempo passar, sem poder morrer.

Carli Bortolanza
Mundo miserável

Estou cansado de ter que viver assim nessa monotonia.
Sem nada para fazer.
Gostaria que fosse diferente.
Mas não!
É só isso. Só!
Que droga!
Falo em mudar.
Descrimino-me, me chamo de louco.
Mas não tem nada haver, isso é real.
Dura, má, mas é a realidade.
Isso é tão deprimente que às vezes penso em suicídio.
Como se eu pudesse, mas nem isso resolveria.
Estaria morto e o mundo?
Que mundo? Que vida? Que morte?
E saber que pelo menos sou um!
Um cara deitado em seu caixão, trancado em seu túmulo esperando o infinito tempo passar, sem poder morrer.