Natureza Humana - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Natureza Humana

Liberdade! Liberdade!

Saí do interior e fui pra cidade.

Preso em cimento da modernidade.

Jurei voltar para o mato a viver lá pela eternidade…

 

Mente exposta na crueldade humana;

Quero o canto dos pássaros sem intervenção mundana;

Para sobrevoarem o céu a embelezar e a encantar;

A natureza que humanos tanto festejam em desmatar;

 

O cheiro de mato eu sinto no bosque adentrar;

Com os pés descalços na terra os pés enterrar;

Cutias e pacas os grão vou espalhar;

Junto às mudas que trouxe pra plantar.

 

Liberdade! Liberdade!

Pra cidade nunca mais vou voltar;

Em paredes de cimento não vão me enterrar;

Em silencio os pássaros chorarão a me velar;

Fugindo do mundo, e estou a me enforcar.

 

 

 

Carli Bortolanza
Natureza Humana

Liberdade! Liberdade!

Saí do interior e fui pra cidade.

Preso em cimento da modernidade.

Jurei voltar para o mato a viver lá pela eternidade…

 

Mente exposta na crueldade humana;

Quero o canto dos pássaros sem intervenção mundana;

Para sobrevoarem o céu a embelezar e a encantar;

A natureza que humanos tanto festejam em desmatar;

 

O cheiro de mato eu sinto no bosque adentrar;

Com os pés descalços na terra os pés enterrar;

Cutias e pacas os grão vou espalhar;

Junto às mudas que trouxe pra plantar.

 

Liberdade! Liberdade!

Pra cidade nunca mais vou voltar;

Em paredes de cimento não vão me enterrar;

Em silencio os pássaros chorarão a me velar;

Fugindo do mundo, e estou a me enforcar.