Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




O amor é uma doença que se não curada a tempo leva a loucura

O homem[1] que aqui cresceu, viveu, agora jaz morto e trancado em seu corpo.

Sua esbelta amada não se deteve diante de tamanha amargura celestial.

O manto negro recobre seu corpo que serve de alimento aos vermes e as traças e se faz presente sobre o árduo solo pedregoso.

Os mórbidos desenhos em sua pela necrosada, fitam um ar angelical de desespero, parecendo quererem escapar de tão vil pele deformada pela lepra esculpida na mais bela escultura feminina.

Seus seios que num passado não longínquo, poderiam alimentar o fruto de dois amores, agora esconde os vermes que se amontoam e lutam para devora-los internamente.

A morte solta seu aroma pútrido a tranquilizar o sorriso de minha amada, que despreocupada alimenta a cadeia alimentar da vida.

Os céus cospem jorros cristalinos para nos banhar e limpar meu prazer que escorre de sua bela face e tendo a palidez da tempestade a vesti-la, assim como a um breu cobrindo o horizonte e tendo os relâmpagos a despedir-me dela e a me guiar para casa.

 

 

 

[1] A palavra homem tem o sentido de amadurecimento, podendo ser também trocada pela palavra desejo.

 

 

Carli Bortolanza
O amor é uma doença que se não curada a tempo leva a loucura

O homem[1] que aqui cresceu, viveu, agora jaz morto e trancado em seu corpo.

Sua esbelta amada não se deteve diante de tamanha amargura celestial.

O manto negro recobre seu corpo que serve de alimento aos vermes e as traças e se faz presente sobre o árduo solo pedregoso.

Os mórbidos desenhos em sua pela necrosada, fitam um ar angelical de desespero, parecendo quererem escapar de tão vil pele deformada pela lepra esculpida na mais bela escultura feminina.

Seus seios que num passado não longínquo, poderiam alimentar o fruto de dois amores, agora esconde os vermes que se amontoam e lutam para devora-los internamente.

A morte solta seu aroma pútrido a tranquilizar o sorriso de minha amada, que despreocupada alimenta a cadeia alimentar da vida.

Os céus cospem jorros cristalinos para nos banhar e limpar meu prazer que escorre de sua bela face e tendo a palidez da tempestade a vesti-la, assim como a um breu cobrindo o horizonte e tendo os relâmpagos a despedir-me dela e a me guiar para casa.

 

 

 

[1] A palavra homem tem o sentido de amadurecimento, podendo ser também trocada pela palavra desejo.