Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




O maior bem de consumo de um poeta, é lápis e papel, pois seu tesouro é a escrita

Derramo lágrimas de minhas vistas;
Lágrimas que não me fazem chorar;
A saudade dentro do peito arde;
E não consigo a encontrar.

À distância e o tempo nos separa;
Mas só o amor entre nós vigora;
A vontade de lhe abraçar e beijar não passou;
Mesmo que o destino já muito nos atrapalhou.

Eu aguentarei por muito tempo ter que lhe esperar;
Se um dia ainda ao seu lado a amar;
Mas a vida nos prega peças e é inciso;
Por isso choro atrás de meu sorriso.

E vivo na esperança de um dia novamente lhe encontrar
Para junto à morte nossos escarros e nossos vermes cultivar.

Carli Bortolanza
O maior bem de consumo de um poeta, é lápis e papel, pois seu tesouro é a escrita

Derramo lágrimas de minhas vistas;
Lágrimas que não me fazem chorar;
A saudade dentro do peito arde;
E não consigo a encontrar.

À distância e o tempo nos separa;
Mas só o amor entre nós vigora;
A vontade de lhe abraçar e beijar não passou;
Mesmo que o destino já muito nos atrapalhou.

Eu aguentarei por muito tempo ter que lhe esperar;
Se um dia ainda ao seu lado a amar;
Mas a vida nos prega peças e é inciso;
Por isso choro atrás de meu sorriso.

E vivo na esperança de um dia novamente lhe encontrar
Para junto à morte nossos escarros e nossos vermes cultivar.