O sol e o mar - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




O sol e o mar

        Nem sol e nem mar, eis o escárnio do grotesco lar infernal em que antro de podridão perfura minhas vísceras dessecadas pela fome.

        O dia nem nublado e nem chuvoso arborizam o ranger de meus dentes contra os ossos humanos na decomposição de minha perna leprosa que alimenta meu estômago esbofeteado pelo rancor da humanidade hipócrita e bestialmente criada pelos deuses extraterrestres.

        Canibalismo é a moral criadora e civilizatória, e aqui nessa barbárie celestial ou céu como alguns preferem recitar, a fome é algo necessário e extremamente importante para a manutenção e renovação da vida, precisamos nos devorar para novamente surgirmos, tal como a fênix ressurge do fogo, nós humanos ressurgimos de nossos próprios excrementos; Aqui nessa santidade de lar a fome e a carnificina não é a origem da morte, mas da vida.

        Porém; chegará o dia que a renovação e a minha existência dependerá de meu EU ter que devorar o cérebro, e ai, com a fome e a alma exposta, quem sabe, livrar-me-á do preconceito e do pré-conceito de me reproduzir com a fêmea humana e desejada por todos os terráqueos, que a mesma repousa encrostada em seu sonho de bela adormecida e que a socos será acorda pelas mãos da realidade nua e crua, e nesse dia, terei coragem ou falta de preconceito para devorar meu falo e com isso renovar-me, criando não somente meu novo pênis, mas também meu novo cérebro e meus novos filhos que desta vez, jogarei na solidão ignorante e divina da terra, onde se abençoarão com as imbecilidades das religiões e das fés, coroando com sua estupidez seu próprio carrasco através de votos demoniocráticos.

 

Carli Bortolanza
O sol e o mar

        Nem sol e nem mar, eis o escárnio do grotesco lar infernal em que antro de podridão perfura minhas vísceras dessecadas pela fome.

        O dia nem nublado e nem chuvoso arborizam o ranger de meus dentes contra os ossos humanos na decomposição de minha perna leprosa que alimenta meu estômago esbofeteado pelo rancor da humanidade hipócrita e bestialmente criada pelos deuses extraterrestres.

        Canibalismo é a moral criadora e civilizatória, e aqui nessa barbárie celestial ou céu como alguns preferem recitar, a fome é algo necessário e extremamente importante para a manutenção e renovação da vida, precisamos nos devorar para novamente surgirmos, tal como a fênix ressurge do fogo, nós humanos ressurgimos de nossos próprios excrementos; Aqui nessa santidade de lar a fome e a carnificina não é a origem da morte, mas da vida.

        Porém; chegará o dia que a renovação e a minha existência dependerá de meu EU ter que devorar o cérebro, e ai, com a fome e a alma exposta, quem sabe, livrar-me-á do preconceito e do pré-conceito de me reproduzir com a fêmea humana e desejada por todos os terráqueos, que a mesma repousa encrostada em seu sonho de bela adormecida e que a socos será acorda pelas mãos da realidade nua e crua, e nesse dia, terei coragem ou falta de preconceito para devorar meu falo e com isso renovar-me, criando não somente meu novo pênis, mas também meu novo cérebro e meus novos filhos que desta vez, jogarei na solidão ignorante e divina da terra, onde se abençoarão com as imbecilidades das religiões e das fés, coroando com sua estupidez seu próprio carrasco através de votos demoniocráticos.