Omenagem - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Omenagem

Um copo…

O lar!. Meu lar;
Ali, novamente naquele sombrio lugar.
Ali, sentado, como se nada acontecesse.

A miséria; A criminalidade; Nada acontecia!

Um copo,
Um copo cheio…

Ali, novamente, naquele solitário lugar;
Gostaria que pudesse ser diferente;
Dois copos,
Dois copos cheios;
Dois lugares…

Um copo,
Um copo cheio,
Um copo cheio com um casco…

Um ser. Eu! Ali, sentado, sem nada fazer,
Sem que nada acontecesse.

 

Um copo,
Um copo cheio,
Um copo cheio com um casco,
Um copo cheio com um casco vazio…

Novamente ou não, não sei.

Eu. Ali. Sentado, com…

Um copo,
Um copo cheio,
Um copo cheio com um casco,
Um copo cheio com um casco vazio…

Levanto-me e peço mais um casco.

Um casco cheio,
Um casco cheio com um copo,
Um casco cheio com um copo vazio…


*Título escrito sem H, por liberdade poética do autor. (Texto publicado no fanzine Arghhh 22, de Petter Baiestorf em agosto de 1997).

Carli Bortolanza
Omenagem

Um copo…

O lar!. Meu lar;
Ali, novamente naquele sombrio lugar.
Ali, sentado, como se nada acontecesse.

A miséria; A criminalidade; Nada acontecia!

Um copo,
Um copo cheio…

Ali, novamente, naquele solitário lugar;
Gostaria que pudesse ser diferente;
Dois copos,
Dois copos cheios;
Dois lugares…

Um copo,
Um copo cheio,
Um copo cheio com um casco…

Um ser. Eu! Ali, sentado, sem nada fazer,
Sem que nada acontecesse.

 

Um copo,
Um copo cheio,
Um copo cheio com um casco,
Um copo cheio com um casco vazio…

Novamente ou não, não sei.

Eu. Ali. Sentado, com…

Um copo,
Um copo cheio,
Um copo cheio com um casco,
Um copo cheio com um casco vazio…

Levanto-me e peço mais um casco.

Um casco cheio,
Um casco cheio com um copo,
Um casco cheio com um copo vazio…


*Título escrito sem H, por liberdade poética do autor. (Texto publicado no fanzine Arghhh 22, de Petter Baiestorf em agosto de 1997).