Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Os loucos de um hospício são mais inteligentes dos que os eleitores “bonsais”

Não há luz ou são meus olhos que não a veem?

A pedra da vida é almejada pelas guilhotinas; a fé empalada sob os castiçais de prata.

Cuspo passados catarrentos, sei que são das brasas que me queimaram os sentimentos poluindo meus pulmões com pensamentos tristonhos.

Sentimentos de solidão não há, mas não deixa de manter-se só na masmorra de meu quarto, preso por lençóis eretos sob a cama da tortura.

O sonho proveniente do sono acorda meus ébrios pensamentos à insônia hospitaleira.

Jamais chorei lágrimas cristalinas, tão pouco olheiras se fizeram presentes em meu rosto moldado pela mão da própria desgraça.

Açúcares não fazem presente em minha saliva cafeinada pelas lágrimas que choro.

Os óculos das culturas religiosas são míopes e de um grau inferior a necessidade de sua fé.

Gargarejo ao som do sino; são seis horas da manhã!

O por do sol não se fez presente ao anoitecer, não espero a aurora boreal.

O destino é caminhar pelas brisas geladas de outono, pelas ruas desertas das cidades abandonadas e chegar ao meu vazio lar! Lar? E tentar sussurrar nos ouvidos da solidão interrogando-a do porque não me deixa só…

 

Carli Bortolanza
Os loucos de um hospício são mais inteligentes dos que os eleitores “bonsais”

Não há luz ou são meus olhos que não a veem?

A pedra da vida é almejada pelas guilhotinas; a fé empalada sob os castiçais de prata.

Cuspo passados catarrentos, sei que são das brasas que me queimaram os sentimentos poluindo meus pulmões com pensamentos tristonhos.

Sentimentos de solidão não há, mas não deixa de manter-se só na masmorra de meu quarto, preso por lençóis eretos sob a cama da tortura.

O sonho proveniente do sono acorda meus ébrios pensamentos à insônia hospitaleira.

Jamais chorei lágrimas cristalinas, tão pouco olheiras se fizeram presentes em meu rosto moldado pela mão da própria desgraça.

Açúcares não fazem presente em minha saliva cafeinada pelas lágrimas que choro.

Os óculos das culturas religiosas são míopes e de um grau inferior a necessidade de sua fé.

Gargarejo ao som do sino; são seis horas da manhã!

O por do sol não se fez presente ao anoitecer, não espero a aurora boreal.

O destino é caminhar pelas brisas geladas de outono, pelas ruas desertas das cidades abandonadas e chegar ao meu vazio lar! Lar? E tentar sussurrar nos ouvidos da solidão interrogando-a do porque não me deixa só…