P.U.C. - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




P.U.C.

Vejo o horizonte cintilante pelos raios de sol que queimam a carne e limpam a terra dessa putrefação humana diante da barbárie alienada dos pensamentos reprodutivos intelectuais.

Cuspo catarros de ansiedade em homenagem a decadência da instituição humana.

Sei que o fim está próximo, tão próximo quanto a aurora apocalíptica que queima os seres assim como as bruxas foram queimadas pelas igrejas.

São pensamentos ilógicos e perplexos que racham meu crânio a espalham meu cérebro na marreta, mas não antes de sangrar meus pulsos com a política afiada coalhando o sangue no leito de mais um rio de risos e sonhos.

Não há nada o que pensar e nem o que dizer, só há o que queimar e a carne humana queima e fede.

Que seja duradouro e que venha a juntar-se a mim nas profundezas de meu túmulo, dentro de meu caixão a suja-lo com minha decomposição carnal.

 

 

Vejo o horizonte cintilante pelos raios de sol que queimam a carne e limpam a terra dessa putrefação humana diante da barbárie alienada dos pensamentos reprodutivos intelectuais.

Cuspo catarros de ansiedade em homenagem a decadência da instituição humana.

Sei que o fim está próximo, tão próximo quanto a aurora apocalíptica que queima os seres assim como as bruxas foram queimadas pelas igrejas.

São pensamentos ilógicos e perplexos que racham meu crânio a espalham meu cérebro na marreta, mas não antes de sangrar meus pulsos com a política afiada coalhando o sangue no leito de mais um rio de risos e sonhos.

Não há nada o que pensar e nem o que dizer, só há o que queimar e a carne humana queima e fede.

Que seja duradouro e que venha a juntar-se a mim nas profundezas de meu túmulo, dentro de meu caixão a suja-lo com minha decomposição carnal.