Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Para algumas pessoas a vida é tão surreal que não devem ignorá-la

Acordo em poesias romanas.

A pele arde e inflama;

Minha coloração amarela cachaça bronzeia-se na sombra dos raios ultravioletas.

Levanto-me do gramado escaldante, verifico se possuo ainda as cédulas da felicidade moderna na carteira. O balneário de águas salgadas é um lugar seguro para banhar o corpo calejado e debilitado pelo sofrimento da seca.

A piscina infantil foi de excelente escolha para deitar o corpo nu dos maus tratos, boiando nas águas rasas e apoiando a cabeça pensante na borda de fora da masmorra aquática.

O aconchego do lar provisório trás o sono, mas não os sonhos.

A voz tão enrugada quanto o tempo de sua pele vem a despertar-me aos gritos roucos e impedindo-me de ali permanecer por mais tempo.

O astro terrestre em sua majestosa circunferência se faz no topo do céu, demonstrando o horário terrestre de doze horas.
As águas turbilhoam e alucinam meus olhos como as chamas das fogueiras da igreja católica a queimar vivas as bruxas. Minha cegueira ao brilho das águas não é maior do que a dos fieis que vidas queimavam.
A passos lentos e não menos doloridos; saio do recinto iluminado para sorrindo, acompanhar as pedras lilás-vinho passear entre as merdas grandes, lisas e duras que se faz até o córrego de sapos com sarampo.

Ao lado desses moluscos (pelo menos nunca senti seus ossos aos degusta-los vivos), fico a deitar-me de bruços até que o álcool possa entrar em ebulição nas veias solares e que as espumas das cervejas se retiram de meu corpo em forma de suor.

A barraca está a dez passos na minha esquerda, a cadeira de praia a cinco a minha direita, mas,as costas de cor vermelha sangue, abençoadas pelo sol, transformar-se-ão na aurora seguinte em cor preta sanguessuga. Porém o vermute é que estás a apenas dois passos de minha mão e a sede é generosamente mais forte que meus passos e meus pensamentos…

 

Carli Bortolanza
Para algumas pessoas a vida é tão surreal que não devem ignorá-la

Acordo em poesias romanas.

A pele arde e inflama;

Minha coloração amarela cachaça bronzeia-se na sombra dos raios ultravioletas.

Levanto-me do gramado escaldante, verifico se possuo ainda as cédulas da felicidade moderna na carteira. O balneário de águas salgadas é um lugar seguro para banhar o corpo calejado e debilitado pelo sofrimento da seca.

A piscina infantil foi de excelente escolha para deitar o corpo nu dos maus tratos, boiando nas águas rasas e apoiando a cabeça pensante na borda de fora da masmorra aquática.

O aconchego do lar provisório trás o sono, mas não os sonhos.

A voz tão enrugada quanto o tempo de sua pele vem a despertar-me aos gritos roucos e impedindo-me de ali permanecer por mais tempo.

O astro terrestre em sua majestosa circunferência se faz no topo do céu, demonstrando o horário terrestre de doze horas.
As águas turbilhoam e alucinam meus olhos como as chamas das fogueiras da igreja católica a queimar vivas as bruxas. Minha cegueira ao brilho das águas não é maior do que a dos fieis que vidas queimavam.
A passos lentos e não menos doloridos; saio do recinto iluminado para sorrindo, acompanhar as pedras lilás-vinho passear entre as merdas grandes, lisas e duras que se faz até o córrego de sapos com sarampo.

Ao lado desses moluscos (pelo menos nunca senti seus ossos aos degusta-los vivos), fico a deitar-me de bruços até que o álcool possa entrar em ebulição nas veias solares e que as espumas das cervejas se retiram de meu corpo em forma de suor.

A barraca está a dez passos na minha esquerda, a cadeira de praia a cinco a minha direita, mas,as costas de cor vermelha sangue, abençoadas pelo sol, transformar-se-ão na aurora seguinte em cor preta sanguessuga. Porém o vermute é que estás a apenas dois passos de minha mão e a sede é generosamente mais forte que meus passos e meus pensamentos…