Penso - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Penso

Sinto-me deitado, porém estou em pé.
Acho que estou em pé.
Parece que vou deitar, deitei.
As estrelas, o mundo.
Hoje entendi a rotação, translação da terra.
As luzes são estrelas brilhantes.
Tudo gira.
As luzes, a terra, as estrelas.
O Fenômeno do dia, da noite.
Estou vendo.
As estrelas, as luzes, tudo gira.
É maravilhoso.
Levanto-me então.
Dirijo-me ao banheiro.
Vômito, Vômito.
Volto, acho que é dia.
Pois não vejo as luzes, as estrelas.
Somente a terra, a vida.
Deito-me.
A rotação, o fenômeno acontece.
Eu vi, eu vi…
Fecho os olhos.
As luzes, as estrelas, voltaram.
Tudo gira.
Não entendo, não entendo!
Era dia, as estrelas, as luzes…
Não entendo.
Era dia, era dia!!!

*Publicado originalmente No Fanzine “Defecando Urros”. Editado por Petter Baiestorf em 1997.

Sinto-me deitado, porém estou em pé.
Acho que estou em pé.
Parece que vou deitar, deitei.
As estrelas, o mundo.
Hoje entendi a rotação, translação da terra.
As luzes são estrelas brilhantes.
Tudo gira.
As luzes, a terra, as estrelas.
O Fenômeno do dia, da noite.
Estou vendo.
As estrelas, as luzes, tudo gira.
É maravilhoso.
Levanto-me então.
Dirijo-me ao banheiro.
Vômito, Vômito.
Volto, acho que é dia.
Pois não vejo as luzes, as estrelas.
Somente a terra, a vida.
Deito-me.
A rotação, o fenômeno acontece.
Eu vi, eu vi…
Fecho os olhos.
As luzes, as estrelas, voltaram.
Tudo gira.
Não entendo, não entendo!
Era dia, as estrelas, as luzes…
Não entendo.
Era dia, era dia!!!

*Publicado originalmente No Fanzine “Defecando Urros”. Editado por Petter Baiestorf em 1997.