Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Quarto em luto

Há um crepúsculo escurecendo o centro do altar divino de meu quarto.

A luz deriva apenas das velas negras, que expostas nas extremidades do quarto, pairam suas sombras na melancolia do ambiente.

O hino da morte soa sua melodia fúnebre aquecendo os ouvidos surtos e ecoando em detalhes sua perspicaz morbidez.

O altar, a cama, jaz o simbolismo da vida, que acabara de ser morto pelas mãos da mais cruel fera, o humano.

O tronco de árvore apodrecido ainda respira vida sob os lençóis ao largar seu pequeno cogumelo que resistira por alguns dias, antes de se juntar com a totalidade de sua natureza e com isso, adoecer os humanos e quem sabe extermina-los.

 

Carli Bortolanza
Quarto em luto

Há um crepúsculo escurecendo o centro do altar divino de meu quarto.

A luz deriva apenas das velas negras, que expostas nas extremidades do quarto, pairam suas sombras na melancolia do ambiente.

O hino da morte soa sua melodia fúnebre aquecendo os ouvidos surtos e ecoando em detalhes sua perspicaz morbidez.

O altar, a cama, jaz o simbolismo da vida, que acabara de ser morto pelas mãos da mais cruel fera, o humano.

O tronco de árvore apodrecido ainda respira vida sob os lençóis ao largar seu pequeno cogumelo que resistira por alguns dias, antes de se juntar com a totalidade de sua natureza e com isso, adoecer os humanos e quem sabe extermina-los.