Reto Alimentação - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Reto Alimentação

Cu doído;

O cu fincado;

O cu desfibrilado…

 

Isso não é um poema sobre cu,

É sobre a vontade de comer sagu;

Fede a merda nas pregas dura,

Não como a mole, que fica na pendura.

 

Pensas que falo besteira?

Mas é rapadura festeira,

De brigadeiro e amendoim;

Revolta do intestino, puro Motim…

 

Minha tigela está longe,

Buscar não estou afim!

A merda pode se empolgar,

E em artifícios chorar…

 

Minhas pernas lambuzar,

E no chão terei que rastejar,

Minha língua raspar o piso a sugar

O sagu de meu cu; que dói as pregas pra chuchu…

 

Uns dirão que a merda foi socada;

Mas é pura tensão forçada,

De jabuticaba e amendoim mal mastigado,

Pra cagar duro e comer com o cu rasgado.

 

O ganso que entopem pra comerem,

Ninguém se preocupam ou choram,

Meu cu que só azaram,

Mas que de fato não querem.

 

Não que iria dar ou emprestar!

Ele só serve pra cagar,

Minhas jabuticabas com amendoim,

Que pra mim é uma relíquia sem fim.

Carli Bortolanza
Reto Alimentação

Cu doído;

O cu fincado;

O cu desfibrilado…

 

Isso não é um poema sobre cu,

É sobre a vontade de comer sagu;

Fede a merda nas pregas dura,

Não como a mole, que fica na pendura.

 

Pensas que falo besteira?

Mas é rapadura festeira,

De brigadeiro e amendoim;

Revolta do intestino, puro Motim…

 

Minha tigela está longe,

Buscar não estou afim!

A merda pode se empolgar,

E em artifícios chorar…

 

Minhas pernas lambuzar,

E no chão terei que rastejar,

Minha língua raspar o piso a sugar

O sagu de meu cu; que dói as pregas pra chuchu…

 

Uns dirão que a merda foi socada;

Mas é pura tensão forçada,

De jabuticaba e amendoim mal mastigado,

Pra cagar duro e comer com o cu rasgado.

 

O ganso que entopem pra comerem,

Ninguém se preocupam ou choram,

Meu cu que só azaram,

Mas que de fato não querem.

 

Não que iria dar ou emprestar!

Ele só serve pra cagar,

Minhas jabuticabas com amendoim,

Que pra mim é uma relíquia sem fim.