Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




A sabedoria dos loucos é igual a embriaguez do poeta

A ida

Vejo com meus olhos cegos e ébrios o movimento retrógrado do carro em que me encontro com um punhado de amigos a percorrer uns quinhentos quilômetros viajando a oitenta por hora.
A cidade não chega, a cerveja também não, mas a urina sim. Gritos desenfreados!!
Outro posto de combustível na estrada, outra caixa de cerveja, outra vez correndo todos para o banheiro.
A viagem continua, som dos bons tocando no toca fitas, próximo posto chega, a próxima caixa de cerveja também e como outra vez, todos correm ao banheiro fiel e amigo que nos recebe de tampa aberta.
A capital paranaense chega e com ela o sebo, o shopping, o almoço e mais, muito mais cerveja e mais banheiros sujos a visitar.
São quase três horas da tarde, o calor é insuportável, a cerveja gelada ao ponto e os amigos inseparáveis estão ali, sempre num canto a espera da próxima mijada.
As ruas movimentadas, o cinema uma merda, só nos resta uma exposição japonesa no qual adentro sem respeitar os limites dos belíssimos quadros, um mais enfadonho que o outro, até o banheiro é especial, limpinho e espelhado.
Depois de degustar os olhos com as beldades das artes, saímos, mas o sol teima e arde no céu. O suor escore na testa e a cerveja desce gostosa garganta abaixo enquanto os olhos se fecham entre o primeiro, segundo e o terceiro X salada numa cantina chinesa onde o banheiro em estilo brasileiro não me agradou, mas estava ali inteiramente a minha disposição porém resolvi ir no carro descansar o corpo enaltecido das cervejas e das visitas aos sagrados sanitários.
A sede me desperta e a cerveja estava ali, ao alcance das mãos, o local da festa, sim tudo isso para irmos numa festa, estava ali, ao lado do estacionamento onde me encontrava a sonhar.
A festa era a Super-trash, onde haveria bandas tocando e em telões filmes passado.
A cerveja gelada esvaia-se da lata e após filtrada pelo meu corpo se despede no banheiro que muito me agradou com um enorme espelho no lado de fora que nos permitia enxergarmos nossa embriagues.

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Carli Bortolanza
A sabedoria dos loucos é igual a embriaguez do poeta

A ida

Vejo com meus olhos cegos e ébrios o movimento retrógrado do carro em que me encontro com um punhado de amigos a percorrer uns quinhentos quilômetros viajando a oitenta por hora.
A cidade não chega, a cerveja também não, mas a urina sim. Gritos desenfreados!!
Outro posto de combustível na estrada, outra caixa de cerveja, outra vez correndo todos para o banheiro.
A viagem continua, som dos bons tocando no toca fitas, próximo posto chega, a próxima caixa de cerveja também e como outra vez, todos correm ao banheiro fiel e amigo que nos recebe de tampa aberta.
A capital paranaense chega e com ela o sebo, o shopping, o almoço e mais, muito mais cerveja e mais banheiros sujos a visitar.
São quase três horas da tarde, o calor é insuportável, a cerveja gelada ao ponto e os amigos inseparáveis estão ali, sempre num canto a espera da próxima mijada.
As ruas movimentadas, o cinema uma merda, só nos resta uma exposição japonesa no qual adentro sem respeitar os limites dos belíssimos quadros, um mais enfadonho que o outro, até o banheiro é especial, limpinho e espelhado.
Depois de degustar os olhos com as beldades das artes, saímos, mas o sol teima e arde no céu. O suor escore na testa e a cerveja desce gostosa garganta abaixo enquanto os olhos se fecham entre o primeiro, segundo e o terceiro X salada numa cantina chinesa onde o banheiro em estilo brasileiro não me agradou, mas estava ali inteiramente a minha disposição porém resolvi ir no carro descansar o corpo enaltecido das cervejas e das visitas aos sagrados sanitários.
A sede me desperta e a cerveja estava ali, ao alcance das mãos, o local da festa, sim tudo isso para irmos numa festa, estava ali, ao lado do estacionamento onde me encontrava a sonhar.
A festa era a Super-trash, onde haveria bandas tocando e em telões filmes passado.
A cerveja gelada esvaia-se da lata e após filtrada pelo meu corpo se despede no banheiro que muito me agradou com um enorme espelho no lado de fora que nos permitia enxergarmos nossa embriagues.

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