Se cristo morreu, foi por que nós o matamos - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Se cristo morreu, foi por que nós o matamos

       Uma coroa! Um rei?

       Velas acessas, desânimo e lágrimas nos olhares.

       Cruzes, pessoas a se aglomerarem.

       Um espaço, um caixão com um humilde ser nele deitado em seu fosco fundo, sem lágrimas a derramar e com as vistas fechadas.

       Um terço, mãos frias a segurá-lo perto ao peito.

       Um véu a cobrir seus lábios femininos e carnudos, transmitindo ingenuidade e sinceridade para seus fúnebres convidados.

        Amigos, seis, dentre eles até quem sabe pai e ou irmão, mas amigos que a carregam até sua última morada.

       Um terreno somente seu; num lar único.

       Um túmulo a te cercarem com flores (nos primeiros tempos, depois o abandono).

       Uma lápide pra te identificar com seu nome gravado nela, mas que não diz mais nada…

 

Carli Bortolanza
Se cristo morreu, foi por que nós o matamos

       Uma coroa! Um rei?

       Velas acessas, desânimo e lágrimas nos olhares.

       Cruzes, pessoas a se aglomerarem.

       Um espaço, um caixão com um humilde ser nele deitado em seu fosco fundo, sem lágrimas a derramar e com as vistas fechadas.

       Um terço, mãos frias a segurá-lo perto ao peito.

       Um véu a cobrir seus lábios femininos e carnudos, transmitindo ingenuidade e sinceridade para seus fúnebres convidados.

        Amigos, seis, dentre eles até quem sabe pai e ou irmão, mas amigos que a carregam até sua última morada.

       Um terreno somente seu; num lar único.

       Um túmulo a te cercarem com flores (nos primeiros tempos, depois o abandono).

       Uma lápide pra te identificar com seu nome gravado nela, mas que não diz mais nada…