Seus olhos de mel dentro da minha cachaça - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Seus olhos de mel dentro da minha cachaça

A mente inquieta pelo bater acelerado do coração e do movimento ofegante contra as costelas ripadas que o perfuraram sem dó e nem piedade.

O sangue escorre lentamente e já dá seu gosto nos lábios e na língua raspada pelo enxofre que arboriza o ambiente com seu aroma e seu clamor.

A dor do orgasmo esboça o louvor da penetração subcutânea das seringas de amor injetadas junto a insolação das plataformas de bronzeamento natural.

Os sons dos sussurros adentram nos tímpanose derramam junto à saliva o escarro dos cigarros que por anos encheram meus pulmões mofados e agora furados pelo desejo de amar incondicionalmente.

O prazer esboça sua melhor silhueta a abraçar cada vez mais forte, a sangrar e adentrar meus ossos em meu peito a sufocar-me como a um beijo molhado.

A essa altura, sei que não há salvação e que assim como lentamente meu sangue esvaia-se um pouco nas costas e outro pouco nas membranas alveolaresque espalham-sepelo intestino que por centímetros não foi perfurado pelas costelas emagrecidas de meu próprio corpo nu.

Meus últimos momentos nessa vida serão em seus braços que enlouquecidos me amordaçam com o flanco do mais belo sentimento profano, sabendo que me resta poucos segundos antes de minha última cafungada de vida, sussurras uma última vez em meus ouvidos mastigados pelo seu desejo, e usurpando do resto de energia que ainda me resta, freneticamente se contorce para chegar no êxtase de sua felicidade profunda, abrindo seus lábios a expor sua contemplação carnal, eu mal a escuto antes de eternizarem seus braços meu corpo; tornando-a a última mulher de minha vida.

 

Carli Bortolanza
Seus olhos de mel dentro da minha cachaça

A mente inquieta pelo bater acelerado do coração e do movimento ofegante contra as costelas ripadas que o perfuraram sem dó e nem piedade.

O sangue escorre lentamente e já dá seu gosto nos lábios e na língua raspada pelo enxofre que arboriza o ambiente com seu aroma e seu clamor.

A dor do orgasmo esboça o louvor da penetração subcutânea das seringas de amor injetadas junto a insolação das plataformas de bronzeamento natural.

Os sons dos sussurros adentram nos tímpanose derramam junto à saliva o escarro dos cigarros que por anos encheram meus pulmões mofados e agora furados pelo desejo de amar incondicionalmente.

O prazer esboça sua melhor silhueta a abraçar cada vez mais forte, a sangrar e adentrar meus ossos em meu peito a sufocar-me como a um beijo molhado.

A essa altura, sei que não há salvação e que assim como lentamente meu sangue esvaia-se um pouco nas costas e outro pouco nas membranas alveolaresque espalham-sepelo intestino que por centímetros não foi perfurado pelas costelas emagrecidas de meu próprio corpo nu.

Meus últimos momentos nessa vida serão em seus braços que enlouquecidos me amordaçam com o flanco do mais belo sentimento profano, sabendo que me resta poucos segundos antes de minha última cafungada de vida, sussurras uma última vez em meus ouvidos mastigados pelo seu desejo, e usurpando do resto de energia que ainda me resta, freneticamente se contorce para chegar no êxtase de sua felicidade profunda, abrindo seus lábios a expor sua contemplação carnal, eu mal a escuto antes de eternizarem seus braços meu corpo; tornando-a a última mulher de minha vida.