Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Sinto-me leve com uma pena lançada no ar pela bala de um canhão

…deixo a solidão trancado em meu quarto enquanto abro caminho pela vida, mas só na minha eu decido e mal posso viver.

Vícios que não me viciam, que não me trancam e não limitam minha ardente vida, que sofre quando na lucidez percebo as marcas e as feridas.

Teimo em querer parar, mas até o meu amor por vícios deixou de me amar.

Só queria poder me viciar, correr loucamente na busca de somente me saciar.

As ruas pálidas me fitam e eu sem limites caminho e vomito.

Mentiras pesam nas costas como a uma cruz, mas não estou crucificado e muito menos drogado para carregá-la.

Dou voltas e mais voltas pelo planeta à procura de uma limitação, mas nem a ressaca de cachaça me dá mais tesão.

Cuspo, regurgito e choro, mas não olho para a liberdade que me persegue e que me fita.

A cama aconchega os livros que lidos descansam em sua plenitude e que me trouxeram minhas virtudes.

Os lençóis adormecem sob os travesseiros embalados no cantar dos cantos e das poesias.

Vídeos filmam meus sonhos, projetando futuros em óperas pelos buracos de minhocas do espaço de minha total liberdade.

Minhas vísceras amordaçam meu cérebro sobre a espada da dignidade espacial, transparecendo o espaço tempo dentro de meu astro másculo carnal.

Vícios traçam caminhos únicos e finitos, enquanto tendo me localizar na liberdade infinita e sem trilhos; a me situar no espaço oco e vazio, preenchido de nada e de sentimento, no vácuo opaco da eternidade. Eis minha total liberdade insana…

 

Carli Bortolanza
Sinto-me leve com uma pena lançada no ar pela bala de um canhão

…deixo a solidão trancado em meu quarto enquanto abro caminho pela vida, mas só na minha eu decido e mal posso viver.

Vícios que não me viciam, que não me trancam e não limitam minha ardente vida, que sofre quando na lucidez percebo as marcas e as feridas.

Teimo em querer parar, mas até o meu amor por vícios deixou de me amar.

Só queria poder me viciar, correr loucamente na busca de somente me saciar.

As ruas pálidas me fitam e eu sem limites caminho e vomito.

Mentiras pesam nas costas como a uma cruz, mas não estou crucificado e muito menos drogado para carregá-la.

Dou voltas e mais voltas pelo planeta à procura de uma limitação, mas nem a ressaca de cachaça me dá mais tesão.

Cuspo, regurgito e choro, mas não olho para a liberdade que me persegue e que me fita.

A cama aconchega os livros que lidos descansam em sua plenitude e que me trouxeram minhas virtudes.

Os lençóis adormecem sob os travesseiros embalados no cantar dos cantos e das poesias.

Vídeos filmam meus sonhos, projetando futuros em óperas pelos buracos de minhocas do espaço de minha total liberdade.

Minhas vísceras amordaçam meu cérebro sobre a espada da dignidade espacial, transparecendo o espaço tempo dentro de meu astro másculo carnal.

Vícios traçam caminhos únicos e finitos, enquanto tendo me localizar na liberdade infinita e sem trilhos; a me situar no espaço oco e vazio, preenchido de nada e de sentimento, no vácuo opaco da eternidade. Eis minha total liberdade insana…