Só tenho um medo! o de ser eterno. - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Só tenho um medo! o de ser eterno.

Só tenho um medo! O de ser eterno. *

 

Aqui, trancado nesse corpo que prende à terra, estou!


Só! Vivo na função da tristeza, derramando lágrimas por covas vazias.

 

Olhos enfraquecidos mal podem ver a paz.

Meu coração cansado da triste vida, não vê o amor; não sente o amar.
Lágrimas escorrem sem poder derramar.

Depressivo me sinto quando me fazem companhia.
Não fui criado para a vida, fui criado apenas para sofrer e para provar quanto é triste estar a viver.

 

 






*Texto publicado no fanzine Salvador Daqui II, em 2001.

Carli Bortolanza
Só tenho um medo! o de ser eterno.

Só tenho um medo! O de ser eterno. *

 

Aqui, trancado nesse corpo que prende à terra, estou!


Só! Vivo na função da tristeza, derramando lágrimas por covas vazias.

 

Olhos enfraquecidos mal podem ver a paz.

Meu coração cansado da triste vida, não vê o amor; não sente o amar.
Lágrimas escorrem sem poder derramar.

Depressivo me sinto quando me fazem companhia.
Não fui criado para a vida, fui criado apenas para sofrer e para provar quanto é triste estar a viver.

 

 






*Texto publicado no fanzine Salvador Daqui II, em 2001.