Sonho tão real - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Sonho tão real

     …deparei-me no horizonte, mas não avistei nada e nem o nada.

     Caminhei perante o penhasco e não vi o fundo e nem as bordas.

     Gritei! Gritei alto, muito alto.

     Então acordei deitado na cama, mijado e vomitado.

     Levantei-me, me dirigi ao banheiro, tomei um banho, coloquei fraudas novas e voltei a dormir.

 

Carli Bortolanza
Sonho tão real

     …deparei-me no horizonte, mas não avistei nada e nem o nada.

     Caminhei perante o penhasco e não vi o fundo e nem as bordas.

     Gritei! Gritei alto, muito alto.

     Então acordei deitado na cama, mijado e vomitado.

     Levantei-me, me dirigi ao banheiro, tomei um banho, coloquei fraudas novas e voltei a dormir.