Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Travessa abléfaro

Nasce um novo horizonte exuberante;
Simplesmente com o mais alto som do berrante.
Amanheço à ver o por do sol brilhante;
Não dormi na aurora cintilante.

Assim que a lua brilhar no céu;
Quero vesti-la com o mais branco véu;
Beijar seu corpo a transpor o mel;
Assassinando as belas cartas de papel.

Na praia salgada do astro sol;
Com sua ausência entorpeço no etanol;
Binóculos afrodisíacos insistem a me ver
Olhos estrelares te faz me querer e ter.

Caminhos amorosos (Cenchrus Tribu-loides) e doces da vida;
Você sugere uma única saída;
A solidão morrerá na angustia ferida;
Se eu aceitar o farto sorriso de uma despedida.

Inquieto lagrimejo em meu leito;
A não poder abraça-la em meu peito;
Com os braços decepados não poderei senti-la e abraça-la;
Mas o cinturão de Orion não me perdoará e irá subjuga-la.

Carli Bortolanza
Travessa abléfaro

Nasce um novo horizonte exuberante;
Simplesmente com o mais alto som do berrante.
Amanheço à ver o por do sol brilhante;
Não dormi na aurora cintilante.

Assim que a lua brilhar no céu;
Quero vesti-la com o mais branco véu;
Beijar seu corpo a transpor o mel;
Assassinando as belas cartas de papel.

Na praia salgada do astro sol;
Com sua ausência entorpeço no etanol;
Binóculos afrodisíacos insistem a me ver
Olhos estrelares te faz me querer e ter.

Caminhos amorosos (Cenchrus Tribu-loides) e doces da vida;
Você sugere uma única saída;
A solidão morrerá na angustia ferida;
Se eu aceitar o farto sorriso de uma despedida.

Inquieto lagrimejo em meu leito;
A não poder abraça-la em meu peito;
Com os braços decepados não poderei senti-la e abraça-la;
Mas o cinturão de Orion não me perdoará e irá subjuga-la.