TRÊSTICULOS - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




TRÊSTICULOS

…despojado seja o sorriso da orquídea a sugar a raiz de meus ébrios pés.

Coragem não me resta para arrancar as pétalas das rosas murchas que perduram ao som do tempo à cair.

Soluços de espinhos venenosos cuspo na auréola branca ocular do vaso prateado a zunir a feira de luares sob arco íris unicores que rasgam com virilidade a sanidade de minhas têmporas cabeludas.

O sino do meio dia alterna-se a badalar com o atraso do corpo pendurado na sala egípcia sobre a neve branca das linhas freudianas.

O suor escorre e faz murchar o sentimento de monarquia imposta sobre os frutos verdes de caqui nos lençóis caracóis das cervejas trepadeiras.

Rastejo-me à ver a grama nascer sob pressão de um sol de meia tonelada a que foram expostos os micos e micuins.

Cochilo entre uma cova e outra das vergas de limoeiros não galegos e sem frutos de minha aorta venérea.

Carbonizo com enxofre sepulcral do ente do ser juntamente com o esfinge de barro barroco das ninfas artesãs do jardim do Eder, (meu amigo de infância) para enfim expelir do arco do triunfo as flechas de silicone a atingir o velcro volumoso da vulva e voraz apetite de meu espaço intra uterino e vazio…

 

Carli Bortolanza
TRÊSTICULOS

…despojado seja o sorriso da orquídea a sugar a raiz de meus ébrios pés.

Coragem não me resta para arrancar as pétalas das rosas murchas que perduram ao som do tempo à cair.

Soluços de espinhos venenosos cuspo na auréola branca ocular do vaso prateado a zunir a feira de luares sob arco íris unicores que rasgam com virilidade a sanidade de minhas têmporas cabeludas.

O sino do meio dia alterna-se a badalar com o atraso do corpo pendurado na sala egípcia sobre a neve branca das linhas freudianas.

O suor escorre e faz murchar o sentimento de monarquia imposta sobre os frutos verdes de caqui nos lençóis caracóis das cervejas trepadeiras.

Rastejo-me à ver a grama nascer sob pressão de um sol de meia tonelada a que foram expostos os micos e micuins.

Cochilo entre uma cova e outra das vergas de limoeiros não galegos e sem frutos de minha aorta venérea.

Carbonizo com enxofre sepulcral do ente do ser juntamente com o esfinge de barro barroco das ninfas artesãs do jardim do Eder, (meu amigo de infância) para enfim expelir do arco do triunfo as flechas de silicone a atingir o velcro volumoso da vulva e voraz apetite de meu espaço intra uterino e vazio…