O novo humano - Cláudio Kaz
Cláudio Kaz
Cláudio Castro de Mendonça sempre teve a influência da música em sua vida. Sua mãe, uma amante da música e da cultura, sempre incentivou o contato do filho com a arte. Quando tinha 10 anos começou a fazer aula de violão e não deu sequência, aos 17 anos mais maduro e decidido voltou as aulas de violão, começou a cantar em corais e amadureceu como compositor. Seus ídolos e influentes foram Rock dos anos 80 com Legião Urbana, a banda internacional The Smiths e a nova geração da MPB como Zeca Baleiro nos anos 90.
Em 2001 começou sua carreira profissional tocando em bares da cidade. Logo em 2002 recebeu um convite para tocar contrabaixo na banda Racha Cuca que tocava hardcore. Com essa banda pode mostrar seu trabalho como compositor, tocando e cantando pela primeira vez uma musica de composição própria. Com a Racha Cuca, Cláudio participou do festival de bandas novas de Juiz de Foras- MG e o projeto cultual nossa música. Em 2003 Cláudio quis mudar seu estilo musical e formou uma banda de pop rock chamada Rota sul. Com ela tocou em eventos importantes da cidade como o projeto fome zero e participou de vários festivais e projetos culturais.
Em 2005, Cláudio realizou seu sonho que gravar seu primeiro disco. Com o nome artístico Klauss, lançou “A Porta” em um teatro lotado de amigos e fãs. O disco era uma mistura de pop rock com baladas românticas com influência nos anos 80. Klauss lançou esse disco totalmente autoral em parceria com a Discovery Music.
Em 2008 gravou seu segundo disco, seu primeiro trabalho pela Seven Music, selo da Universal Music. Este disco foi versões de alguns clássicos do pop rock dos anos 80 e de alguns anônimos esquecidos.
Em 2011, aos 30 anos, com o nome artístico de Cláudio Kaz, gravou “Sol da meia noite” Um disco que mistura o folk americano, brasileiro, irlandês com musica country e musica de raiz brasileira. Algumas músicas soando como Legião Urbana e The Smiths.
Formado em História pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em 2002 e em inglês na Abbey College em 2010, recentemente adquiriu o diploma de pos graduação em Gestão do Ensino Superior pela Faculdade Estácio de Sá. Morou na República da Irlanda em 2010. Lecionou inglês, foi membro da banda Vilarejo que faz tributo a banda mineira Skank. Sem medo de arriscar e mostrando em cada música seu amadurecimento pessoal e artístico, Cláudio continua trabalhando com música. Hoje como Educador Social na LBV.
Apesar de desde os 18 anos escrever poesias, desde de 2009 escreve contos. Seu projeto atual é a biografia do músico Joãozinho da Percussão. Possui textos publicados em 2 blogs.
E-mail: claudiokaz@bol.com.br
Facebook: facebook.com/claudiokaz






O novo humano

            Os dois ficaram atônitos com a intensidade da luz entrando pelas frestas da veneziana, depois subiu clareando as telhas da casa e então sumiu. Apagou-se e não voltou mais. Não sabendo explicar o que haviam visto, deitaram-se e com a cabeça debaixo do travesseiro começaram a rezar. Manoel o Pai Nosso (apesar de não ser religioso) e Ciro uma Ave Maria. Fizeram por um tempo. Depois, deixaram se tomar pelos sons tradicionais da noite no campo e adormeceram.

            No outro dia os dois não tocaram no assunto. Acharam melhor não falarem nada para ninguém e nem entre eles mesmos. Sentiam vergonha por serem taxados de loucos ou até mesmo doentes. Vida que segue. “O que não tem explicação, explicado está.” Pensou Manoel.

            Depois disso, por uns dias, tudo permaneceu normal. Manoel, Ciro, o pai Moacir e os noivos de suas irmãs se revezavam para os cuidados com as lavouras do local com um trator, realizando uma divisão de turnos durante o dia e a noite. De sete da manhã até as quatro da tarde os funcionários trabalhavam com o senhor Moacir e seus genros. A parte da tarde e noite era feita por Manoel e Ciro. As vezes passando da meia-noite o trabalho. Quando era assim, eles acabavam dormindo até mais tarde no dia seguinte.

            As vezes em suas folgas, Manoel se encontrava com Isabela. Filha de um comerciante que mora na no centro da cidade, com quem ele começava um namoro. Ele pegava sua bicicleta e fazia uma um trecho de alguns poucos quilômetros do sítio até a casa dela. Isabela tinha 20 anos, apenas 3 a menos que Manoel. Apesar da timidez dos dois, começaram um namoro a poucos meses quando ele, depois de diversas trocas de na praça da cidade e até mesmo na loja onde ela trabalha, tomou coragem e foi falar com ela. Era uma noite fria de junho onde todos se divertiam perto da igreja na festa junina. No outro dia Manoel foi pedir a permissão de Dimas, pai de Isabela, e bem no estilo dos anos 50 começaram um namoro. Nesses 4 meses de relacionamento, eles se encontravam na casa dela onde conversavam e escutavam rádio na sala com o pai. Viúvo, não se casou de novo e nem teve mais filhos. Por isso Isabela tinha que ter a companhia de alguma prima para passear na praça da cidade com Manoel.

            O namoro seguia firme. Por vezes até Manoel ajudava nos afazeres da loja do senhor Dimas. Loja de tecido do qual mais da metade da cidade e região era cliente. Todavia, ele sonhava mesmo era em ser advogado. Juntava um dinheiro para tentar pagar seus estudos e se casar. Apesar de saber que seu trabalho fazia muita falta no negócio da família. Tanto que terminava seus estudos por correspondência, para que tivesse sempre tempo para ajudar a família. Por vezes, Isabela o ajudava nos estudos quando estavam juntos.

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Cláudio Kaz
O novo humano

            Os dois ficaram atônitos com a intensidade da luz entrando pelas frestas da veneziana, depois subiu clareando as telhas da casa e então sumiu. Apagou-se e não voltou mais. Não sabendo explicar o que haviam visto, deitaram-se e com a cabeça debaixo do travesseiro começaram a rezar. Manoel o Pai Nosso (apesar de não ser religioso) e Ciro uma Ave Maria. Fizeram por um tempo. Depois, deixaram se tomar pelos sons tradicionais da noite no campo e adormeceram.

            No outro dia os dois não tocaram no assunto. Acharam melhor não falarem nada para ninguém e nem entre eles mesmos. Sentiam vergonha por serem taxados de loucos ou até mesmo doentes. Vida que segue. “O que não tem explicação, explicado está.” Pensou Manoel.

            Depois disso, por uns dias, tudo permaneceu normal. Manoel, Ciro, o pai Moacir e os noivos de suas irmãs se revezavam para os cuidados com as lavouras do local com um trator, realizando uma divisão de turnos durante o dia e a noite. De sete da manhã até as quatro da tarde os funcionários trabalhavam com o senhor Moacir e seus genros. A parte da tarde e noite era feita por Manoel e Ciro. As vezes passando da meia-noite o trabalho. Quando era assim, eles acabavam dormindo até mais tarde no dia seguinte.

            As vezes em suas folgas, Manoel se encontrava com Isabela. Filha de um comerciante que mora na no centro da cidade, com quem ele começava um namoro. Ele pegava sua bicicleta e fazia uma um trecho de alguns poucos quilômetros do sítio até a casa dela. Isabela tinha 20 anos, apenas 3 a menos que Manoel. Apesar da timidez dos dois, começaram um namoro a poucos meses quando ele, depois de diversas trocas de na praça da cidade e até mesmo na loja onde ela trabalha, tomou coragem e foi falar com ela. Era uma noite fria de junho onde todos se divertiam perto da igreja na festa junina. No outro dia Manoel foi pedir a permissão de Dimas, pai de Isabela, e bem no estilo dos anos 50 começaram um namoro. Nesses 4 meses de relacionamento, eles se encontravam na casa dela onde conversavam e escutavam rádio na sala com o pai. Viúvo, não se casou de novo e nem teve mais filhos. Por isso Isabela tinha que ter a companhia de alguma prima para passear na praça da cidade com Manoel.

            O namoro seguia firme. Por vezes até Manoel ajudava nos afazeres da loja do senhor Dimas. Loja de tecido do qual mais da metade da cidade e região era cliente. Todavia, ele sonhava mesmo era em ser advogado. Juntava um dinheiro para tentar pagar seus estudos e se casar. Apesar de saber que seu trabalho fazia muita falta no negócio da família. Tanto que terminava seus estudos por correspondência, para que tivesse sempre tempo para ajudar a família. Por vezes, Isabela o ajudava nos estudos quando estavam juntos.

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