O ABISMO - D.A. Potens
D. A. Potens
D.A. Potens, pseudônimo de Danilo de Almeida, 23 anos, reside à Capital de São Paulo, é escritor de terror, horror, suspense, drama e fantasia; sendo suas inspirações os filmes de terror japoneses, bem como os grandes clássicos como Sexta-feira 13, além de animes do gênero. Atualmente escreve contos imersos no estilo gore e os publica na plataforma de publicação Wattpad. Alguns deles são: A Dama de Branco, Sursum Corda, Soterrados e A Oração da Cabra Preta, seu texto mais contemplado. Acredita que o terror é uma sublime ferramenta dos demônios humanos, por mais que tentem escondê-los a todo custo por baixo de máscaras etéreas.





O ABISMO

De todas as vistas, a vida parece tão bela e verdejante, capaz de nos guiar à concretização de nossos sonhos, de nossos anseios, de nossos desejos mais profundos. Rogamos por dinheiro, amor, saúde, alegria e felicidade, no entanto, com o passar do tempo, as circunstâncias nos levam a perceber que, infelizmente, nosso mundo, apesar dos recursos naturais e de todas as criações de Deus, não é capaz de garantir o bem a todos.

Passamos, então, a ser espectadores esperançosos, na expectativa de sermos reconhecidos, de termos a força suficiente para mudar a realidade. Eis que nos frustramos, pois a vida, em toda sua pluralidade, não é capaz de nos dar tudo aquilo que pedimos. Ao lado desta singularidade há um abismo de medo, tristeza, decepção e trevas, que engole a humanidade, ao passo que a esperança se torna obsoleta.

Mostram-nos que não temos tanto valor quanto deveríamos ter, mostram-nos que o poder está nas mãos de poucos. Alguns, pela fé e pela teimosia, superam tal condição. Contudo, poucos são os indivíduos prósperos, e muitos são aqueles que se seguram nas pedras do grande desfiladeiro, galgando de pouco em pouco, desejando o ponto de luz que há no topo. Tempestades eclodem grandiosas, o vento corta seus rostos, a chuva resfria suas peles, pedregulhos arrancam pedaços de seus corpos. Lágrimas vertem, preces sobem aos céus e a humanidade permanece pendurada, à mercê daqueles que, com as faces borradas pela dádiva da luz, gargalhando sob à dissimulação de suas misérias pessoais, não estendem suas mãos, não jogam cordas, tampouco alimento.

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D. A. Potens
O ABISMO

De todas as vistas, a vida parece tão bela e verdejante, capaz de nos guiar à concretização de nossos sonhos, de nossos anseios, de nossos desejos mais profundos. Rogamos por dinheiro, amor, saúde, alegria e felicidade, no entanto, com o passar do tempo, as circunstâncias nos levam a perceber que, infelizmente, nosso mundo, apesar dos recursos naturais e de todas as criações de Deus, não é capaz de garantir o bem a todos.

Passamos, então, a ser espectadores esperançosos, na expectativa de sermos reconhecidos, de termos a força suficiente para mudar a realidade. Eis que nos frustramos, pois a vida, em toda sua pluralidade, não é capaz de nos dar tudo aquilo que pedimos. Ao lado desta singularidade há um abismo de medo, tristeza, decepção e trevas, que engole a humanidade, ao passo que a esperança se torna obsoleta.

Mostram-nos que não temos tanto valor quanto deveríamos ter, mostram-nos que o poder está nas mãos de poucos. Alguns, pela fé e pela teimosia, superam tal condição. Contudo, poucos são os indivíduos prósperos, e muitos são aqueles que se seguram nas pedras do grande desfiladeiro, galgando de pouco em pouco, desejando o ponto de luz que há no topo. Tempestades eclodem grandiosas, o vento corta seus rostos, a chuva resfria suas peles, pedregulhos arrancam pedaços de seus corpos. Lágrimas vertem, preces sobem aos céus e a humanidade permanece pendurada, à mercê daqueles que, com as faces borradas pela dádiva da luz, gargalhando sob à dissimulação de suas misérias pessoais, não estendem suas mãos, não jogam cordas, tampouco alimento.

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