Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
D. A. Potens
D.A. Potens, pseudônimo de Danilo de Almeida, 23 anos, reside à Capital de São Paulo, é escritor de terror, horror, suspense, drama e fantasia; sendo suas inspirações os filmes de terror japoneses, bem como os grandes clássicos como Sexta-feira 13, além de animes do gênero. Atualmente escreve contos imersos no estilo gore e os publica na plataforma de publicação Wattpad. Alguns deles são: A Dama de Branco, Sursum Corda, Soterrados e A Oração da Cabra Preta, seu texto mais contemplado. Acredita que o terror é uma sublime ferramenta dos demônios humanos, por mais que tentem escondê-los a todo custo por baixo de máscaras etéreas.





A Oração da Cabra Preta

— Desgraçado! Infeliz! Você vai pagar até que sua alma seja levada! — ralhei e enfiei a faca em seu ânus, girando-a como uma chave para, só depois de ouvi-lo berrar, puxar a lâmina para cima, abrindo seu rego com um impulso vigoroso e suas costas como um casaco, libertando a pele como dois tecidos moles que caíram de lado. Pouco tempo foi até que eu visse a espinha de Marcos surgir, bem como a pouca camada de gordura amarelada que havia debaixo da pele. Arranquei um pedaço do material e mostrei a ele, que já convulsionava, preparando-se para ir embora.

— Viu? Você também tem gordura. Mas se achou foda por causa do corpo sarado e dos olhos azuis!

Sua feição estava pálida, sua mão se estendeu como se desejasse me alcançar.

Em seu último suspiro, ele disse:

— Me perdoe…

— Maldito! — Levantei e pisei em sua cabeça consecutivamente, até que eu pudesse ouvir seu crânio se esfacelar contra o solo, tirando dele a vida para que nunca mais fizesse pessoas como eu serem humilhadas daquela forma.

Este é um aviso para você também: quando faz o mal a alguém, pode estar criando um inimigo capaz de ceifar a sua vida. Pessoas como eu andam em todos os lugares, vestidas de cordeiros para atacá-los na sombra.

Catarina se arrastava como uma lesma para longe.

Eu andei calmamente ao lado dela e encaixei meu pé em seu pescoço.

— Beije o chão! Beije o que te pertence! Não foi isso que você me obrigou a fazer quando meus dentes bateram no chão? Você se arrepende? Entende o mal que causou? Consegue se perdoar?

— Sim! Sim! Pelo amor de Deus, não!

— Sendo assim, acho que posso te largar — respondi, tirando o pé de sua cabeça.

Ela resfolegou, buscando ar para voltar ao normal.

Com calma, me dirigi à porta e a abri, chamando-a para sair.

— Venha, vamos sair daqui…

Como era bom ver a expressão de pavor em seu rosto quando viu a situação de Marcos. Aliviada por eu abrir a porta, Catarina saiu correndo, porém, caiu no chão quando eu coloquei o pé diante da porta, fazendo-a tropeçar. Ela urrou de dor quando seus dentes bateram no chão e eu a arrastei, trancando a porta com a outra mão.

— Não faça isso comigo. Perdoe-me, Ricardo! Perdoe. Eu sinto muito!

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D. A. Potens
A Oração da Cabra Preta

— Desgraçado! Infeliz! Você vai pagar até que sua alma seja levada! — ralhei e enfiei a faca em seu ânus, girando-a como uma chave para, só depois de ouvi-lo berrar, puxar a lâmina para cima, abrindo seu rego com um impulso vigoroso e suas costas como um casaco, libertando a pele como dois tecidos moles que caíram de lado. Pouco tempo foi até que eu visse a espinha de Marcos surgir, bem como a pouca camada de gordura amarelada que havia debaixo da pele. Arranquei um pedaço do material e mostrei a ele, que já convulsionava, preparando-se para ir embora.

— Viu? Você também tem gordura. Mas se achou foda por causa do corpo sarado e dos olhos azuis!

Sua feição estava pálida, sua mão se estendeu como se desejasse me alcançar.

Em seu último suspiro, ele disse:

— Me perdoe…

— Maldito! — Levantei e pisei em sua cabeça consecutivamente, até que eu pudesse ouvir seu crânio se esfacelar contra o solo, tirando dele a vida para que nunca mais fizesse pessoas como eu serem humilhadas daquela forma.

Este é um aviso para você também: quando faz o mal a alguém, pode estar criando um inimigo capaz de ceifar a sua vida. Pessoas como eu andam em todos os lugares, vestidas de cordeiros para atacá-los na sombra.

Catarina se arrastava como uma lesma para longe.

Eu andei calmamente ao lado dela e encaixei meu pé em seu pescoço.

— Beije o chão! Beije o que te pertence! Não foi isso que você me obrigou a fazer quando meus dentes bateram no chão? Você se arrepende? Entende o mal que causou? Consegue se perdoar?

— Sim! Sim! Pelo amor de Deus, não!

— Sendo assim, acho que posso te largar — respondi, tirando o pé de sua cabeça.

Ela resfolegou, buscando ar para voltar ao normal.

Com calma, me dirigi à porta e a abri, chamando-a para sair.

— Venha, vamos sair daqui…

Como era bom ver a expressão de pavor em seu rosto quando viu a situação de Marcos. Aliviada por eu abrir a porta, Catarina saiu correndo, porém, caiu no chão quando eu coloquei o pé diante da porta, fazendo-a tropeçar. Ela urrou de dor quando seus dentes bateram no chão e eu a arrastei, trancando a porta com a outra mão.

— Não faça isso comigo. Perdoe-me, Ricardo! Perdoe. Eu sinto muito!

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