Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
D. A. Potens
D.A. Potens, pseudônimo de Danilo de Almeida, 23 anos, reside à Capital de São Paulo, é escritor de terror, horror, suspense, drama e fantasia; sendo suas inspirações os filmes de terror japoneses, bem como os grandes clássicos como Sexta-feira 13, além de animes do gênero. Atualmente escreve contos imersos no estilo gore e os publica na plataforma de publicação Wattpad. Alguns deles são: A Dama de Branco, Sursum Corda, Soterrados e A Oração da Cabra Preta, seu texto mais contemplado. Acredita que o terror é uma sublime ferramenta dos demônios humanos, por mais que tentem escondê-los a todo custo por baixo de máscaras etéreas.





A Oração da Cabra Preta

Segurei-a pelos ombros e mordisquei os lábios.

Ela me olhava com pavor, derramando lágrimas que secavam seus órgãos.

— Por que você fez aquilo comigo? Era bom me maltratar? — perguntei.

Ela não sabia como falar, tremeu mais do que antes enquanto a cabra bufava atrás de mim.

— VAMOS! DIGA! POR QUE MALTRATOU UM GAROTO POBRE?! — insisti, puxando-a pelos cabelos.

— Eu… Eu não sabia o que estava fazendo… Me desculpa…

— Não, Catarina. Você sabia, sim, o que estava fazendo. E fazia com prazer! Hoje é dia 30 de Abril de 2017, eu e você possuímos quase a mesma idade e sabemos o resultado de nossas ações. Mesmo adulta, você não parou de excluir os considerados feios, não deixou de ser fútil e procurar tudo o que há de pior! Afinal, para os jovens, o livre arbítrio é tudo. Mas sabe de uma coisa? Você não deveria ter liberdade alguma, sua vadia!

Segurei-a pelos cabelos e a puxei com força para frente. Senti os fios largarem o couro, somado a isso, por serem muitos, trouxeram consigo parte da pele.

Ela urrava, urrava de dor! ELA ESTAVA SENTINDO TODA A MERDA QUE EU SENTI QUANDO ERA PEQUENO!

Ela estava pagando por seus cabelos!

— Me perdoe! Pare! — ela implorava, mas já não havia volta.

Agora, eu me tornaria ela para sempre.

— Você teve a chance de ser boa, mas a desperdiçou a partir do momento em que me humilhou durante esses vinte e oito anos. Serei sincero contigo. Enquanto você tinha família, dinheiro, lazer, amigos, prazer… Eu não tinha nada. Eu continuo nas trevas, sendo esquecido por todos, comendo os restos que eles me deixam; sem amor, sem prosperidade, sem nada. Hoje, eu sou o que chamam de escória. E mesmo sendo tão insignificante, você ousou destruir minha mente. Quando tudo isso passar, eu voltarei a ter o distúrbio que você despertou em meu cérebro, mas antes disso, eu me tornarei você. E você nunca mais fará mal a outra pessoa que não seja você mesma!

— O que você vai fazer?! — ela perguntou.

Retirei a adaga do meu bolso e contornei Catarina, ficando atrás dela.

— Retirarei tudo o que há de bom. Destruirei seus dons e, assim, você nunca mais fará mal de novo a pessoas como eu!

— Me perdoe! Por favor! Eu sei que sou uma vadia promíscua e que não tinha o direito de fazer o que eu fiz. Eu só peço perdão para você. Deixe-me ir, eu me entregarei à polícia.

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D. A. Potens
A Oração da Cabra Preta

Segurei-a pelos ombros e mordisquei os lábios.

Ela me olhava com pavor, derramando lágrimas que secavam seus órgãos.

— Por que você fez aquilo comigo? Era bom me maltratar? — perguntei.

Ela não sabia como falar, tremeu mais do que antes enquanto a cabra bufava atrás de mim.

— VAMOS! DIGA! POR QUE MALTRATOU UM GAROTO POBRE?! — insisti, puxando-a pelos cabelos.

— Eu… Eu não sabia o que estava fazendo… Me desculpa…

— Não, Catarina. Você sabia, sim, o que estava fazendo. E fazia com prazer! Hoje é dia 30 de Abril de 2017, eu e você possuímos quase a mesma idade e sabemos o resultado de nossas ações. Mesmo adulta, você não parou de excluir os considerados feios, não deixou de ser fútil e procurar tudo o que há de pior! Afinal, para os jovens, o livre arbítrio é tudo. Mas sabe de uma coisa? Você não deveria ter liberdade alguma, sua vadia!

Segurei-a pelos cabelos e a puxei com força para frente. Senti os fios largarem o couro, somado a isso, por serem muitos, trouxeram consigo parte da pele.

Ela urrava, urrava de dor! ELA ESTAVA SENTINDO TODA A MERDA QUE EU SENTI QUANDO ERA PEQUENO!

Ela estava pagando por seus cabelos!

— Me perdoe! Pare! — ela implorava, mas já não havia volta.

Agora, eu me tornaria ela para sempre.

— Você teve a chance de ser boa, mas a desperdiçou a partir do momento em que me humilhou durante esses vinte e oito anos. Serei sincero contigo. Enquanto você tinha família, dinheiro, lazer, amigos, prazer… Eu não tinha nada. Eu continuo nas trevas, sendo esquecido por todos, comendo os restos que eles me deixam; sem amor, sem prosperidade, sem nada. Hoje, eu sou o que chamam de escória. E mesmo sendo tão insignificante, você ousou destruir minha mente. Quando tudo isso passar, eu voltarei a ter o distúrbio que você despertou em meu cérebro, mas antes disso, eu me tornarei você. E você nunca mais fará mal a outra pessoa que não seja você mesma!

— O que você vai fazer?! — ela perguntou.

Retirei a adaga do meu bolso e contornei Catarina, ficando atrás dela.

— Retirarei tudo o que há de bom. Destruirei seus dons e, assim, você nunca mais fará mal de novo a pessoas como eu!

— Me perdoe! Por favor! Eu sei que sou uma vadia promíscua e que não tinha o direito de fazer o que eu fiz. Eu só peço perdão para você. Deixe-me ir, eu me entregarei à polícia.

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