Desequilíbrio - David Gomes
David Gomes
David Gomes. Meu nome, mas não sou eu. Quem sou fora das palavras? Uma máquina orgânica, complexa, lançada no mundo. Poeta, compositor, musicista repudiado, amante da Filosofia e maníaco das películas de horror. David é medo, desespero, ansiedade, questionamento, gargalhada e choro. Falar sobre um ser humano em construção é algo bastante complicado, posso fornecer sínteses, interpretações, mas somente eu saberei interiormente o que me constitui a cada segundo fracionado. Quem sabe até eu não saiba quem sou. A vida é o maior exemplo concreto de contradição do que se é viver.




Desequilíbrio

Na fumaça do cigarro
Nas lágrimas derramadas
Entendo o suicídio
O sono mal dormido
O interno amargurado
Noite, dia, horas, minutos
Vivo morrendo, aos poucos
O sentir impregnado
O cheiro do apagar grita
A vida não se sabe se é bela
Confusão, vísceras, organismo
Congelar emoções
para não matar todos
Retalhar todos os pescoços
Terminar o que já nasceu torto
Jantar corações e olhos
uma taça de menstruação
vivo, vive, morre, mata
Fraqueza enlouquece
Das atrocidades logo se esquece
pelo passar do tempo
No ultimo suspiro ou no fardo do tormento.

David Gomes
Desequilíbrio

Na fumaça do cigarro
Nas lágrimas derramadas
Entendo o suicídio
O sono mal dormido
O interno amargurado
Noite, dia, horas, minutos
Vivo morrendo, aos poucos
O sentir impregnado
O cheiro do apagar grita
A vida não se sabe se é bela
Confusão, vísceras, organismo
Congelar emoções
para não matar todos
Retalhar todos os pescoços
Terminar o que já nasceu torto
Jantar corações e olhos
uma taça de menstruação
vivo, vive, morre, mata
Fraqueza enlouquece
Das atrocidades logo se esquece
pelo passar do tempo
No ultimo suspiro ou no fardo do tormento.