Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Diego Scariot
Nascido em 21/06/1994, estudante de direito e escritor amador.
Minha paixão pela literatura começou com HQs e fábulas ainda criança. Na adolescência com as lendas urbanas e vídeos de fantasmas na internet que me apaixonei pelo terror.
Publico minhas bizarrices no wattpad. Tenho como inspirações livros de Stephen King, Robin Cook, Lovercraft, Frank De Fellita, entre outros. Filmes de George Romero, John Carpenter, Wes Anderson, Sam Raimi. E em letras de bandas como Misfits, Iron Maiden, Metallica, Black Sabbath.
Também sou viciado em velho oeste e humor negro.
Escrevo pelo amor ao terror e para transmitir esse amor aos outros.





Quando o diabo foi para Geórgia

O violino de ouro

Era aniversário de Philip, estava fazendo seis anos, convidou vários amigos para sua festa. Durante a festa resolveram brincar de esconde – esconde. Philip resolveu se esconder no porão de sua casa mesmo tendo medo, ele sabia que ninguém desceria lá, era um lugar escuro cheio de teias de aranha e um cheiro de mofo terrível.

Philip se escondeu no meio de várias caixas, mas uma chamou sua atenção, uma case de madeira totalmente limpa. Os olhos de Philip ficaram totalmente vidrados na case.

Uma voz do além, parecendo da imaginação de Philip veio à tona.

“-Venha garoto, olhe para mim.”

Então Philip com um pouco de medo abriu a case, nele tinha um violino dourado totalmente novo com uma caveira em sua voluta. O violino era tão dourado que chegava a brilhar.

Philip ficou totalmente admirado com o violino, nunca tinha visto nada igual. Guardou o violino de volta na case e subiu correndo mostrar para o seu pai.

“Pai, pai, olha o que eu encontrei no porão.”

“O que meu filho?”

“Um violino de ouro”, disse abrindo a case e mostrando o violino para seu pai.

O pai de Philip travou na hora que viu o violino.

“A-a-aonde você achou isso filho?” Perguntou gaguejando para Philip.

“No porão pai, no meio de umas caixas velhas.”

O pai de Philip ficou mudo por alguns instantes.

“Não sabia que tocava violino pai”, disse Philip dando leves gargalhadas.

“E não toco filho. Esse violino era de seu bisavô. Ele foi um dos melhores, senão o melhor violinista que já existiu.”

“Nossa” disse Philip admirado, “Não sabia disso pai.”

“Claro que não filho, não falamos muito sobre essa história.”

“O senhor pode me contar?”

“Promete não contar para sua mãe? Ela não vai gostar nem um pouco disso.”

“Sim pai; prometo.”

Subiram para o segundo andar da casa, no quarto de hóspedes e trancaram a porta para não serem perturbados.

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Diego Scariot
Quando o diabo foi para Geórgia

O violino de ouro

Era aniversário de Philip, estava fazendo seis anos, convidou vários amigos para sua festa. Durante a festa resolveram brincar de esconde – esconde. Philip resolveu se esconder no porão de sua casa mesmo tendo medo, ele sabia que ninguém desceria lá, era um lugar escuro cheio de teias de aranha e um cheiro de mofo terrível.

Philip se escondeu no meio de várias caixas, mas uma chamou sua atenção, uma case de madeira totalmente limpa. Os olhos de Philip ficaram totalmente vidrados na case.

Uma voz do além, parecendo da imaginação de Philip veio à tona.

“-Venha garoto, olhe para mim.”

Então Philip com um pouco de medo abriu a case, nele tinha um violino dourado totalmente novo com uma caveira em sua voluta. O violino era tão dourado que chegava a brilhar.

Philip ficou totalmente admirado com o violino, nunca tinha visto nada igual. Guardou o violino de volta na case e subiu correndo mostrar para o seu pai.

“Pai, pai, olha o que eu encontrei no porão.”

“O que meu filho?”

“Um violino de ouro”, disse abrindo a case e mostrando o violino para seu pai.

O pai de Philip travou na hora que viu o violino.

“A-a-aonde você achou isso filho?” Perguntou gaguejando para Philip.

“No porão pai, no meio de umas caixas velhas.”

O pai de Philip ficou mudo por alguns instantes.

“Não sabia que tocava violino pai”, disse Philip dando leves gargalhadas.

“E não toco filho. Esse violino era de seu bisavô. Ele foi um dos melhores, senão o melhor violinista que já existiu.”

“Nossa” disse Philip admirado, “Não sabia disso pai.”

“Claro que não filho, não falamos muito sobre essa história.”

“O senhor pode me contar?”

“Promete não contar para sua mãe? Ela não vai gostar nem um pouco disso.”

“Sim pai; prometo.”

Subiram para o segundo andar da casa, no quarto de hóspedes e trancaram a porta para não serem perturbados.

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