A mulher que parava o tempo - E. B. Toniolli
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




A mulher que parava o tempo

Te diria, minha lesma de estimação
Que de tal fato nunca tive lembrança
Única experiência que me gela o coração
Me deixa com medo tal qual uma criança

Estava andando na rua, envolto em devaneios, andando
Grande movimento, muito barulho, pessoas aloprando
De súbito, percebo uma onda de calmaria se aproximando
Uma mulher que ao andar tudo ia parando

Ela se aproximou e meu coração parou de bater
Me via congelado, preso ao chão sem me mover
Com uma faca na mão, meu peito perfurou sem deter
Senti uma dor profunda e o desespero do meu ser

Sem dizer uma palavra, ela foi embora
E atrás dela o tempo cavalgando com um açoite
Percebi um esguicho de sangue na hora
Nem um beijo me deu, nem um adeus, um boa noite…

E. B. Toniolli
A mulher que parava o tempo

Te diria, minha lesma de estimação
Que de tal fato nunca tive lembrança
Única experiência que me gela o coração
Me deixa com medo tal qual uma criança

Estava andando na rua, envolto em devaneios, andando
Grande movimento, muito barulho, pessoas aloprando
De súbito, percebo uma onda de calmaria se aproximando
Uma mulher que ao andar tudo ia parando

Ela se aproximou e meu coração parou de bater
Me via congelado, preso ao chão sem me mover
Com uma faca na mão, meu peito perfurou sem deter
Senti uma dor profunda e o desespero do meu ser

Sem dizer uma palavra, ela foi embora
E atrás dela o tempo cavalgando com um açoite
Percebi um esguicho de sangue na hora
Nem um beijo me deu, nem um adeus, um boa noite…