E. B. Toniolli - Ai que sufoco
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Ai, que sufoco!

A vida não havia sido muito justa contigo, não Victor: Sempre nutriu em seu íntimo o sonho de ser arqueólogo, descobrir coisas do passado, que poderiam representar muito para o futuro. Mas o dinheiro que você ganha para um trabalho tão importante, é desumano. É por isso que quando você soube que havia um navio naufragado, sepultado nas águas do atlântico, juntou algum dinheiro, um mergulhador profissional, colega seu e largaram-se na investida.

 

Por esse mesmo motivo, você está mergulhando rumo ao desconhecido, nas águas inconstantes. A procura logo se inicia e se estende por várias horas; á água límpida facilita o trabalho, mas você não sabe a localização exata do antigo navio espanhol, que naufragou naquela região da costa brasileira. O tempo vai passando, quando de súbito, você avista um vulto no fundo do oceano, indicando para seu colega. Vão em direção ao mesmo, esperando que seja a concretização de seus sonhos: o galeão. Logo, vislumbra ser verdadeiro e nadam entusiasmados em direção ao antigo navio.

Apesar dos anos que se encontrava abandonado, estava quase intacto, enorme, imponente, um gigante descansando num berço de algas e recifes. Adentram por uma ruptura no casco, que deveria ter sido provocada por alguma pequena ilha, numa noite de tempestade.

 

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E. B. Toniolli
Ai, que sufoco!

A vida não havia sido muito justa contigo, não Victor: Sempre nutriu em seu íntimo o sonho de ser arqueólogo, descobrir coisas do passado, que poderiam representar muito para o futuro. Mas o dinheiro que você ganha para um trabalho tão importante, é desumano. É por isso que quando você soube que havia um navio naufragado, sepultado nas águas do atlântico, juntou algum dinheiro, um mergulhador profissional, colega seu e largaram-se na investida.

 

Por esse mesmo motivo, você está mergulhando rumo ao desconhecido, nas águas inconstantes. A procura logo se inicia e se estende por várias horas; á água límpida facilita o trabalho, mas você não sabe a localização exata do antigo navio espanhol, que naufragou naquela região da costa brasileira. O tempo vai passando, quando de súbito, você avista um vulto no fundo do oceano, indicando para seu colega. Vão em direção ao mesmo, esperando que seja a concretização de seus sonhos: o galeão. Logo, vislumbra ser verdadeiro e nadam entusiasmados em direção ao antigo navio.

Apesar dos anos que se encontrava abandonado, estava quase intacto, enorme, imponente, um gigante descansando num berço de algas e recifes. Adentram por uma ruptura no casco, que deveria ter sido provocada por alguma pequena ilha, numa noite de tempestade.

 

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