Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Caminhos

Eu ando triste, pela estrada escura
Olhos parados vislumbrando o chão
Quando entreabertos vejo tua figura
Quando cerrados, só solidão.

Percorro, em sonho, esses caminhos tortos
Que, à tua ausência tornam-se sombrios
Pernas e braços cansados, semimortos
Olhos desertos, assustados, frios…

Vejo-te ao longe, por detrás da lua
Sinto-me perto desta estrela tua
E, perto ou longe, a me fugir estás
A noite esbarra no romper da aurora,
Minha esperança também vai-se embora
Com a lua esquiva que me rouba a paz.

Em ando quieto, a palmilhar lonjuras
Fartas de ausência e tão descoloridas
Vem a golpes, cheios de amarguras
Parcas lembranças para curar feridas.

Percorro campos, perscrutando as noites
Campeando atalhos que não percebi…
Véus de silêncio me jogando açoites
E a vil saudade a me lembrar de ti.

E. B. Toniolli
Caminhos

Eu ando triste, pela estrada escura
Olhos parados vislumbrando o chão
Quando entreabertos vejo tua figura
Quando cerrados, só solidão.

Percorro, em sonho, esses caminhos tortos
Que, à tua ausência tornam-se sombrios
Pernas e braços cansados, semimortos
Olhos desertos, assustados, frios…

Vejo-te ao longe, por detrás da lua
Sinto-me perto desta estrela tua
E, perto ou longe, a me fugir estás
A noite esbarra no romper da aurora,
Minha esperança também vai-se embora
Com a lua esquiva que me rouba a paz.

Em ando quieto, a palmilhar lonjuras
Fartas de ausência e tão descoloridas
Vem a golpes, cheios de amarguras
Parcas lembranças para curar feridas.

Percorro campos, perscrutando as noites
Campeando atalhos que não percebi…
Véus de silêncio me jogando açoites
E a vil saudade a me lembrar de ti.