Como ser positivo durante o apocalipse - E. B. Toniolli
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Como ser positivo durante o apocalipse

Hoje acordei e o céu estava cinza. Novamente. Vários tons de cinza: algumas nuances mais clara que lembravam a cor prata e outras puramente preto.
Que lindo.
Um caldeirão fervendo e dissolvendo os elementos do ar.
Realmente um espetáculo de encher os olhos.
Os meus olhos, por que sou o único ser vivo que acompanha todo o desenrolar da morte do planeta terra.
Lá se vão muitos anos desde que o ar tornou-se irrespirável. Foi meio de repente e todos os seres vivos começaram a cair feito moscas depois de 28 dias de vida. Mas não sem dor, muita dor.
Nesse momento desenvolvi um novo hábito: o de registrar pessoas e animais em seus últimos momentos.
Que lindo!
Muitas pessoas com a cabeça e os braços estendidos para o céu chamando, implorando pela ajuda de seu salvador.
Vi todas as formas de vida, calmamente chegarem ao seu fim e os mares serem transformados em uma sopa de podridão.
Podridão sobre a terra.
Podridão no mar.
Podridão em todo lugar.
Como é lindo o espetáculo da morte.
O exaurir da vida.
O que antes era o planeta azul, agora é o planeta preto.
E combina perfeitamente com minha capa e minha botas.

E. B. Toniolli
Como ser positivo durante o apocalipse

Hoje acordei e o céu estava cinza. Novamente. Vários tons de cinza: algumas nuances mais clara que lembravam a cor prata e outras puramente preto.
Que lindo.
Um caldeirão fervendo e dissolvendo os elementos do ar.
Realmente um espetáculo de encher os olhos.
Os meus olhos, por que sou o único ser vivo que acompanha todo o desenrolar da morte do planeta terra.
Lá se vão muitos anos desde que o ar tornou-se irrespirável. Foi meio de repente e todos os seres vivos começaram a cair feito moscas depois de 28 dias de vida. Mas não sem dor, muita dor.
Nesse momento desenvolvi um novo hábito: o de registrar pessoas e animais em seus últimos momentos.
Que lindo!
Muitas pessoas com a cabeça e os braços estendidos para o céu chamando, implorando pela ajuda de seu salvador.
Vi todas as formas de vida, calmamente chegarem ao seu fim e os mares serem transformados em uma sopa de podridão.
Podridão sobre a terra.
Podridão no mar.
Podridão em todo lugar.
Como é lindo o espetáculo da morte.
O exaurir da vida.
O que antes era o planeta azul, agora é o planeta preto.
E combina perfeitamente com minha capa e minha botas.