E. B. Toniolli - Descanso
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Descanso

Para inserir-te no que te é devido
Aponto-te a cova ainda fresca, tua morada
Pois eu que por ti tanto sou temido
Serei o algoz para tua morte consumada.

Deitas teu corpo na terra lúgubre
E com desdém observo-te em espera.
Sigo então com o ritual fúnebre
E passo a sepultar tua última quimera.

Encontrará aconchego, a paz afinal
Sentir-se-á o maior dos mortais
E o frio da terra não te atormenta

Regurgitas sua estada na placenta
Do princípio ao fim, sentimentos finais
Conseguiste o descanso e o silêncio sepulcral.

 

E. B. Toniolli
Descanso

Para inserir-te no que te é devido
Aponto-te a cova ainda fresca, tua morada
Pois eu que por ti tanto sou temido
Serei o algoz para tua morte consumada.

Deitas teu corpo na terra lúgubre
E com desdém observo-te em espera.
Sigo então com o ritual fúnebre
E passo a sepultar tua última quimera.

Encontrará aconchego, a paz afinal
Sentir-se-á o maior dos mortais
E o frio da terra não te atormenta

Regurgitas sua estada na placenta
Do princípio ao fim, sentimentos finais
Conseguiste o descanso e o silêncio sepulcral.