Eles vêm - E. B. Toniolli
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Eles vêm

Eles vêm

Eles vêm com o cair da noite

Eles estão com sede

Eles estão com fome

Eles querem muito mais do que tiverem quando a luz dominava

 

Em cada porta fechada

Em cada coração cansado

Em cada espírito abatido

Eles passam

Por que a maldade e a esperança só encontram morada onde existe vida

 

Mas…

 

Em cada janela aberta

Em cada voz cantarolando

Em cada riso incontido

Eles plantam morada

E a semente toma a forma da negritude que tudo redime, que tudo conforta

 

Eles estão unidos

Eles são os últimos da sua espécie

Eles vão se consumir

Eles serão um só

Por que não existe nada mais belo que o canibalismo coletivo.

 

E. B. Toniolli
Eles vêm

Eles vêm

Eles vêm com o cair da noite

Eles estão com sede

Eles estão com fome

Eles querem muito mais do que tiverem quando a luz dominava

 

Em cada porta fechada

Em cada coração cansado

Em cada espírito abatido

Eles passam

Por que a maldade e a esperança só encontram morada onde existe vida

 

Mas…

 

Em cada janela aberta

Em cada voz cantarolando

Em cada riso incontido

Eles plantam morada

E a semente toma a forma da negritude que tudo redime, que tudo conforta

 

Eles estão unidos

Eles são os últimos da sua espécie

Eles vão se consumir

Eles serão um só

Por que não existe nada mais belo que o canibalismo coletivo.