A liberdade que te tortura - E. B. Toniolli
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




A liberdade que te tortura

Ela cortou a corda que lhe prendia a seus medos
Ela tentou voar batendo seus braços alucinadamente
Numa pancada forte e seca beijou os rochedos
Com sofreguidão arqueou seu corpo dormente

Ela caminhou pelos cacos do seu sonho
Sentindo os pés perfurados pelas desilusões
Sua visão turva ainda via o caminho tristonho
De seus últimos séculos de mentais confusões

Ela tinha sede e a boca cheia de sangue
Ela tinha fome e o estômago cheio de borboletas
Ela tinha tristeza e a alegria do mundo num riso

Ser livre é triste, a incerteza da certeza exangue
E duro andar se o mundo não te dá muletas
Com a corda se enforcou, presa a seus medos num sorriso.

 

 

 

E. B. Toniolli
A liberdade que te tortura

Ela cortou a corda que lhe prendia a seus medos
Ela tentou voar batendo seus braços alucinadamente
Numa pancada forte e seca beijou os rochedos
Com sofreguidão arqueou seu corpo dormente

Ela caminhou pelos cacos do seu sonho
Sentindo os pés perfurados pelas desilusões
Sua visão turva ainda via o caminho tristonho
De seus últimos séculos de mentais confusões

Ela tinha sede e a boca cheia de sangue
Ela tinha fome e o estômago cheio de borboletas
Ela tinha tristeza e a alegria do mundo num riso

Ser livre é triste, a incerteza da certeza exangue
E duro andar se o mundo não te dá muletas
Com a corda se enforcou, presa a seus medos num sorriso.