Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Nessa longa estrada da vida

Os passos doem os ossos
Parecem que vão se fragmentar em milhares de estilhaços
Penso que posso andar e isso me impele a ir em frente
O chão de asfalto é duro e quente
O mormaço levanta do chão, sufocando…

Quando eu comecei essa jornada ainda havia vida nesse planeta
Alegrias, risos e lampejos de felicidade.
Hoje vejo vales de corpos apodrecidos
E lamurio e gemidos e choros que vão sumindo… indo…

Era um céu azul, era um sol amarelo
E um abraço de cada amigo e um beijo de cada amor.
Hoje o céu é vermelho e o sol vermelho tomou conta de tudo
Nem uma imagem sobrou, nem uma lembrança em minha mente…

Eu vou seguindo nessa estrada
Por que não sei fazer outra coisa
Tenho fiapos de músculos que mantem meu esqueleto em uníssono
E uma vaga lembrança
Um instinto primitivo
Que me impele a seguir adiante…
Nessa longa estrada da vida.

E. B. Toniolli
Nessa longa estrada da vida

Os passos doem os ossos
Parecem que vão se fragmentar em milhares de estilhaços
Penso que posso andar e isso me impele a ir em frente
O chão de asfalto é duro e quente
O mormaço levanta do chão, sufocando…

Quando eu comecei essa jornada ainda havia vida nesse planeta
Alegrias, risos e lampejos de felicidade.
Hoje vejo vales de corpos apodrecidos
E lamurio e gemidos e choros que vão sumindo… indo…

Era um céu azul, era um sol amarelo
E um abraço de cada amigo e um beijo de cada amor.
Hoje o céu é vermelho e o sol vermelho tomou conta de tudo
Nem uma imagem sobrou, nem uma lembrança em minha mente…

Eu vou seguindo nessa estrada
Por que não sei fazer outra coisa
Tenho fiapos de músculos que mantem meu esqueleto em uníssono
E uma vaga lembrança
Um instinto primitivo
Que me impele a seguir adiante…
Nessa longa estrada da vida.