Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Oito de fevereiro

Raiou o sol madrugadeiro
Colorindo toda a paisagem
Tingindo de vermelho a ramagem
No fatídico oito de fevereiro.
 
Sim, vislumbro a imensa janela
Que abre-se a minha frente
A janela do mundo ao meu corpo rente
Ouço meu choro e alegria dela.
 
Alegria? Hoje só dou desgosto
Degrino a imagem da minha família
Afastado, sou uma ilha
Cuja areia branca é meu rosto.
 
No fatídico oito de fevereiro
Que no atol do meu consumismo
No mais supremo egoísmo
Padeça o mundo inteiro!
 
 
 

E. B. Toniolli
Oito de fevereiro

Raiou o sol madrugadeiro
Colorindo toda a paisagem
Tingindo de vermelho a ramagem
No fatídico oito de fevereiro.
 
Sim, vislumbro a imensa janela
Que abre-se a minha frente
A janela do mundo ao meu corpo rente
Ouço meu choro e alegria dela.
 
Alegria? Hoje só dou desgosto
Degrino a imagem da minha família
Afastado, sou uma ilha
Cuja areia branca é meu rosto.
 
No fatídico oito de fevereiro
Que no atol do meu consumismo
No mais supremo egoísmo
Padeça o mundo inteiro!