Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Planeta cemitério

Metamorfeticamente repugnante.
Escrobolicamente devasso e cruel.
Úlceras em sangrias, extirpadas de sua morada.
Sangue azul putrefacto sobre o chão.
A majestosa morte consumida pelo tempo.
Não mais vidas para serem sugadas.
O reinado dos vermes espalhar-se-á pela terra.
As almas crucificadas nas nuvens
observam seus corpos em putrefação.
Mares viscosos de restos vivos.

“Que a vida que veio do mar, para ele retorne”.
A podridão pode ser perpétua?
O planeta cemitério atinge seu auge:
Exalando o divino cheiro podre.
Total beleza.
Total prazer.
Total necromorfagem.

Alguém ri!
A podridão não ofende aos céus?
Alguém se importa?
Eu não me importo.
Espero que esse dia chegue e quando chegar vou acender um cigarro e esperar minha hora.
Quero ver um a um os homens-merda morrerem.
Vou ser parte do lixo humano.
Meu cadáver espalhado pelo lodo fétido.
E vou ser feliz.
Necrofagicamente feliz!
Putridamente feliz!
Cadavericamente feliz!
Afinal, sou apenas um mortal.

E. B. Toniolli
Planeta cemitério

Metamorfeticamente repugnante.
Escrobolicamente devasso e cruel.
Úlceras em sangrias, extirpadas de sua morada.
Sangue azul putrefacto sobre o chão.
A majestosa morte consumida pelo tempo.
Não mais vidas para serem sugadas.
O reinado dos vermes espalhar-se-á pela terra.
As almas crucificadas nas nuvens
observam seus corpos em putrefação.
Mares viscosos de restos vivos.

“Que a vida que veio do mar, para ele retorne”.
A podridão pode ser perpétua?
O planeta cemitério atinge seu auge:
Exalando o divino cheiro podre.
Total beleza.
Total prazer.
Total necromorfagem.

Alguém ri!
A podridão não ofende aos céus?
Alguém se importa?
Eu não me importo.
Espero que esse dia chegue e quando chegar vou acender um cigarro e esperar minha hora.
Quero ver um a um os homens-merda morrerem.
Vou ser parte do lixo humano.
Meu cadáver espalhado pelo lodo fétido.
E vou ser feliz.
Necrofagicamente feliz!
Putridamente feliz!
Cadavericamente feliz!
Afinal, sou apenas um mortal.