Thanatos - E. B. Toniolli
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Thanatos

Sete palmos, sete palmos
Cobrir-me-ás, então, de terra.
Dois mil e quinhentos salmos
E em meu peito adormece a fera.

Sobe e desce, guilhotina
Minha cabeça rola ao chão
Peço, por favor, uma oração
Nada! Meu orgulho desatina.

Corda aperta o delgado pescoço
Meu corpo, então, esfria
Meu sangue que escorre pela pia
Sentindo o alvo cano grosso.

Lança em meu coração
Corpo estranho em meu ser
Por muito tempo não vou sofrer
Pois morto tombo ao chão.

Pregaram-me numa cruz
Meu sangue sobre a madeira
Vai meu corpo à morada derradeira
Numa cripta sem contemplar-me a luz

Páginas: 1 2

E. B. Toniolli
Thanatos

Sete palmos, sete palmos
Cobrir-me-ás, então, de terra.
Dois mil e quinhentos salmos
E em meu peito adormece a fera.

Sobe e desce, guilhotina
Minha cabeça rola ao chão
Peço, por favor, uma oração
Nada! Meu orgulho desatina.

Corda aperta o delgado pescoço
Meu corpo, então, esfria
Meu sangue que escorre pela pia
Sentindo o alvo cano grosso.

Lança em meu coração
Corpo estranho em meu ser
Por muito tempo não vou sofrer
Pois morto tombo ao chão.

Pregaram-me numa cruz
Meu sangue sobre a madeira
Vai meu corpo à morada derradeira
Numa cripta sem contemplar-me a luz

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