Todas as cores do seu corpo - E. B. Toniolli
E. B. Toniolli
Sou um contador de histórias.
Desde que tenho consiência de minha existência conto histórias.
Sou péssimo com nomes e rostos e a vida das pessoas não me atrai, mas as suas histórias sim.
Cada dia uma nova história, com suas banalidades, com suas expectativas, frustrações, seus sonhos, medos...
Me agrada o caos presente na ordem e a ordem sistemática presente no caos.
E assim levo a vida: entre extremos de crenças e crença nenhuma, entre a criação do novo e a reciclagem do bem e do mau, do belo e do feio.
Entre os diversos meios de retratar a vida, de criar conceitos em empresa, de vender esperanças na harmonia das coisas e das pessoas.
E assim levo a vida, contando histórias.

E-mail: toniolli@gmail.com
Facebook: facebook.com/ebtoniolli




Todas as cores do seu corpo

Eu conheço todas as cores.
Todos os tons do seu corpo.
Conheço a brancura da tua pele,
que raio de sol algum ousou dourar.
Conheço o rosa que floresce nos teus lábios,
molhados como uma flor de orvalho ao amanhecer.
Conheço o verde colorido dos teus olhos,
profundo e alegre como um vale na primavera.
Conheço o castanho claro, quase loiro de teus cabelos,
dançando ao vento, como um trigal festeiro.

Eu conheço todas as cores.
Todos os tons do seu corpo.
Mas hoje só tenho lembranças
e fotos amareladas pelo tempo.
Pra me lembrar que na escuridão não existe luz.
Na negritude absoluta não existe cor.
Na solidão não floresce esperança.
E da morte não existe volta.

E. B. Toniolli
Todas as cores do seu corpo

Eu conheço todas as cores.
Todos os tons do seu corpo.
Conheço a brancura da tua pele,
que raio de sol algum ousou dourar.
Conheço o rosa que floresce nos teus lábios,
molhados como uma flor de orvalho ao amanhecer.
Conheço o verde colorido dos teus olhos,
profundo e alegre como um vale na primavera.
Conheço o castanho claro, quase loiro de teus cabelos,
dançando ao vento, como um trigal festeiro.

Eu conheço todas as cores.
Todos os tons do seu corpo.
Mas hoje só tenho lembranças
e fotos amareladas pelo tempo.
Pra me lembrar que na escuridão não existe luz.
Na negritude absoluta não existe cor.
Na solidão não floresce esperança.
E da morte não existe volta.