Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. Mattüs
E. Mattüs, ou simplesmente Mattüs – como é conhecido no submundo das artes e agitos psicoquímicos -, é natural de Palmeira dos Índios em Alagoas e habita o underground maceioense há mais de uma década. A figura surgiu na literatura através do universo dos fanzines, sendo editor do grotesco zine marginal “Spermental” (2006-2013), “O Novo Pagão”, “Histórias pra Belzebu Dormir” e colaborador dezenas de outros zines com malucos de todo o país. O monstro também é roteirista/produtor da degenerada “Scoria Filmes”, produtora de filmes trash/experimentais nascida há mais de uma década e com cerca de 10 trabalhos; dentre eles, o curta “O Panorama da Carne” (2013) e o média metragem “Surf Kaeté” (2015). Não satisfeito em destruir a dignidade da literatura e do cinema, Mattüs ainda participa do projeto antimusical “Power of The Nóia”, que está lançando em 2016 seu sexto disco recheado de insucessos.




Corrosão

Sinto enjoo sem ter comido. Agulhas perfuram de dentro pra fora. O café desce e aumenta a acupuntura interna. A cerveja cria uma irritação sublime. Náuseas aumentam. Um gole em uma garrafa de leite UHT, o efeito neutralizador apazigua. A dolorosa crise estomacal prossegue. Gases violentos são expelidos para que, em determinado momento, os sintomas cessem e haja o anúncio de uma diarreia brutal. Não se pode parar o escrito e consumo mais cafeína. Pontadas no alto do juízo, a mente à beira de uma explosão. Suco de limão, café e mais cerveja. O arroto prenuncia uma ação química interna constante. As náuseas retornam violentas. Tudo vai sair. Nem precisou o dedinho na goela. Vômito fermentado com gosto azedo. Vestígios de uma reação indigesta, filetes de sangue mostram que a carne está falhando em suportar os hábitos do dono. Até deu tempo de pegar um copo e encher até esborrar. Recomeça a bebedeira…

 

 

E. Mattüs
Corrosão

Sinto enjoo sem ter comido. Agulhas perfuram de dentro pra fora. O café desce e aumenta a acupuntura interna. A cerveja cria uma irritação sublime. Náuseas aumentam. Um gole em uma garrafa de leite UHT, o efeito neutralizador apazigua. A dolorosa crise estomacal prossegue. Gases violentos são expelidos para que, em determinado momento, os sintomas cessem e haja o anúncio de uma diarreia brutal. Não se pode parar o escrito e consumo mais cafeína. Pontadas no alto do juízo, a mente à beira de uma explosão. Suco de limão, café e mais cerveja. O arroto prenuncia uma ação química interna constante. As náuseas retornam violentas. Tudo vai sair. Nem precisou o dedinho na goela. Vômito fermentado com gosto azedo. Vestígios de uma reação indigesta, filetes de sangue mostram que a carne está falhando em suportar os hábitos do dono. Até deu tempo de pegar um copo e encher até esborrar. Recomeça a bebedeira…