Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
E. Mattüs
E. Mattüs, ou simplesmente Mattüs – como é conhecido no submundo das artes e agitos psicoquímicos -, é natural de Palmeira dos Índios em Alagoas e habita o underground maceioense há mais de uma década. A figura surgiu na literatura através do universo dos fanzines, sendo editor do grotesco zine marginal “Spermental” (2006-2013), “O Novo Pagão”, “Histórias pra Belzebu Dormir” e colaborador dezenas de outros zines com malucos de todo o país. O monstro também é roteirista/produtor da degenerada “Scoria Filmes”, produtora de filmes trash/experimentais nascida há mais de uma década e com cerca de 10 trabalhos; dentre eles, o curta “O Panorama da Carne” (2013) e o média metragem “Surf Kaeté” (2015). Não satisfeito em destruir a dignidade da literatura e do cinema, Mattüs ainda participa do projeto antimusical “Power of The Nóia”, que está lançando em 2016 seu sexto disco recheado de insucessos.




Dessintonias

Só podíamos afirmar que eram abençoados por ter um filho tão belo: o pequeno Matheus era a maior e única preciosidade que Dona Andrea e Sr.Vicente poderiam ter nesta vida tão severa. Desde a oportunidade para construir arranha-céus na capital, Vicente ficou meio inquieto, porém seus olhos brilharam com o rodar da chave e seu corpo quase desfaleceu ao ver o interior da nova morada no maravilhoso edifício Alfredo Gaspar de Mendonça. Singelos prédios de três Andares e doze humildes apartamentos… O choro invadiu sua face ao ter finalmente um teto para esposa e filho. Agora estava inserido em uma bela sociedade, em uma maravilhosa favela futurista chamada Conjunto Habitacional.
Um colchão de casal para os três representava o ponto de partida de uma nova vida na capital. Amanheceu. Um beijo na família e lá se foi o homem da casa para o serviço. Enquanto isso, Andrea resolveu banhar sua prole. Finalmente havia se acabado o tempo de banhos com a cuia e o chuveiro era uma nova delícia para Matheus que em breve completaria seus doze anos e segundo o pai já seria um “homem”. Agora a nobre criança podia sentir o sabor da primeira chuveirada e, muito atenta ao seu filhote, Andrea começou a ensaboar o sentido de sua miserável vida. Matheus sentia o sabão sendo esfregado com muito carinho em sua face e escorrendo em singelas bolhinhas pelos ombros. Empolgada com a máquina de chuva a mãe também resolveu se despir e caiu embaixo de tal diversão, afinal não havia nada que o mocinho a sua frente não houvesse visto em alguma fase de sua vida. Em ritmo de festa o sabão frequentava ambos os corpos até que nossa querida mamãe percebeu uma forte ereção na criança. Ficou confusa, não entendia tal amadurecimento. Sentia que possuía um coração de mãe, porém como toda exemplar mulher de família tinha suas perversões guardadas dentro de si. E agora a criança sentia a puberdade ferver em sua alma. Com a limpeza descendo em movimento circulares até apalpar duas bolinhas em pêlos crescentes com o mais puro carinho feminino. Mamãe sabia fazer aquilo muito bem. Ela ouvia os pequenos gemidos da sua cria que havia fixado os olhos nos seus e, impulsivamente, fazia movimentos para frente quase simulando o lado sexual podre dos adultos. No ápice da gostosura Dona mamãe desligou o chuveiro e ordenou que o jovem se enxugasse e saísse do banheiro. Observou tudo com um sorriso mecânico e, ainda sem entender nada, ele a obedeceu. Com a saída dele do banheiro, o chuveiro foi ligado e voltou a jorrar consciência sobre Andrea que olhava para o sabonete questionando os limites entre o pecado e o prazer…

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E. Mattüs
Dessintonias

Só podíamos afirmar que eram abençoados por ter um filho tão belo: o pequeno Matheus era a maior e única preciosidade que Dona Andrea e Sr.Vicente poderiam ter nesta vida tão severa. Desde a oportunidade para construir arranha-céus na capital, Vicente ficou meio inquieto, porém seus olhos brilharam com o rodar da chave e seu corpo quase desfaleceu ao ver o interior da nova morada no maravilhoso edifício Alfredo Gaspar de Mendonça. Singelos prédios de três Andares e doze humildes apartamentos… O choro invadiu sua face ao ter finalmente um teto para esposa e filho. Agora estava inserido em uma bela sociedade, em uma maravilhosa favela futurista chamada Conjunto Habitacional.
Um colchão de casal para os três representava o ponto de partida de uma nova vida na capital. Amanheceu. Um beijo na família e lá se foi o homem da casa para o serviço. Enquanto isso, Andrea resolveu banhar sua prole. Finalmente havia se acabado o tempo de banhos com a cuia e o chuveiro era uma nova delícia para Matheus que em breve completaria seus doze anos e segundo o pai já seria um “homem”. Agora a nobre criança podia sentir o sabor da primeira chuveirada e, muito atenta ao seu filhote, Andrea começou a ensaboar o sentido de sua miserável vida. Matheus sentia o sabão sendo esfregado com muito carinho em sua face e escorrendo em singelas bolhinhas pelos ombros. Empolgada com a máquina de chuva a mãe também resolveu se despir e caiu embaixo de tal diversão, afinal não havia nada que o mocinho a sua frente não houvesse visto em alguma fase de sua vida. Em ritmo de festa o sabão frequentava ambos os corpos até que nossa querida mamãe percebeu uma forte ereção na criança. Ficou confusa, não entendia tal amadurecimento. Sentia que possuía um coração de mãe, porém como toda exemplar mulher de família tinha suas perversões guardadas dentro de si. E agora a criança sentia a puberdade ferver em sua alma. Com a limpeza descendo em movimento circulares até apalpar duas bolinhas em pêlos crescentes com o mais puro carinho feminino. Mamãe sabia fazer aquilo muito bem. Ela ouvia os pequenos gemidos da sua cria que havia fixado os olhos nos seus e, impulsivamente, fazia movimentos para frente quase simulando o lado sexual podre dos adultos. No ápice da gostosura Dona mamãe desligou o chuveiro e ordenou que o jovem se enxugasse e saísse do banheiro. Observou tudo com um sorriso mecânico e, ainda sem entender nada, ele a obedeceu. Com a saída dele do banheiro, o chuveiro foi ligado e voltou a jorrar consciência sobre Andrea que olhava para o sabonete questionando os limites entre o pecado e o prazer…

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