Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






Crônica de uma morte viajada

– É, Coisa… amanhã você volta ao trabalho, né… Foi muito boa essa semana! Ao menos o tempo que eu passei com você né, porque ficou saindo pra um monte de lugarzinho… – Patrícia falava, debochando, mas sem brigar.

Sentiu o choro vir, mas continuou olhando firme na lua, enquanto sabia que os olhos estavam úmidos, e aquela ânsia estava subindo na garganta já. Engoliu aquele choro; aguentou até agora, não seria no final que ia fraquejar.

– É. Foi uma ótima semana!

Patrícia levantou-se e deu uns tapas em sua própria bunda, para tirar os matinhos e a sujeira de terra do short.

– Mas agora vamos deitar, que amanhã voltamos pra rotina?

Gustavo continuava sentado, olhando a lua. Olhou Patrícia e sorriu.

– Vamos ver um filminho antes de dormir…

– Ai, você sabe que eu vou dormir… tá tarde… – Patrícia reclamava, mas já estava acostumada a começar a acompanhá-lo vendo um filme e dormir pouco depois, para no dia seguinte perguntar sobre como terminou (sendo que mal via a história começar a desenrolar-se).

Ele levantou e deu um apertão em sua bunda, e os dois correram para dentro de casa.

 


 

Saíram do banho após transarem na sala, assim que entraram do quintal. Gustavo colocava um filme no DVD. “Trinta anos esta noite”. Patrícia pega a capa do DVD e faz uma cara de nojo com um riso sarcástico.

– Ai, filme velho, preto e branco… vou dormir rápido nesse…

Gustavo sorri.

– Vou escovar os dentes, na volta eu dou o play.

– Se eu ainda estiver acordada, eu vejo… – brincou Patrícia.

Ele sorriu e agarrou-a, dando um longo beijo e percorrendo seu corpo com as mãos. Soltou-a depois de um tempo e foi para o banheiro.

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Fabiano Soares
Crônica de uma morte viajada

– É, Coisa… amanhã você volta ao trabalho, né… Foi muito boa essa semana! Ao menos o tempo que eu passei com você né, porque ficou saindo pra um monte de lugarzinho… – Patrícia falava, debochando, mas sem brigar.

Sentiu o choro vir, mas continuou olhando firme na lua, enquanto sabia que os olhos estavam úmidos, e aquela ânsia estava subindo na garganta já. Engoliu aquele choro; aguentou até agora, não seria no final que ia fraquejar.

– É. Foi uma ótima semana!

Patrícia levantou-se e deu uns tapas em sua própria bunda, para tirar os matinhos e a sujeira de terra do short.

– Mas agora vamos deitar, que amanhã voltamos pra rotina?

Gustavo continuava sentado, olhando a lua. Olhou Patrícia e sorriu.

– Vamos ver um filminho antes de dormir…

– Ai, você sabe que eu vou dormir… tá tarde… – Patrícia reclamava, mas já estava acostumada a começar a acompanhá-lo vendo um filme e dormir pouco depois, para no dia seguinte perguntar sobre como terminou (sendo que mal via a história começar a desenrolar-se).

Ele levantou e deu um apertão em sua bunda, e os dois correram para dentro de casa.

 


 

Saíram do banho após transarem na sala, assim que entraram do quintal. Gustavo colocava um filme no DVD. “Trinta anos esta noite”. Patrícia pega a capa do DVD e faz uma cara de nojo com um riso sarcástico.

– Ai, filme velho, preto e branco… vou dormir rápido nesse…

Gustavo sorri.

– Vou escovar os dentes, na volta eu dou o play.

– Se eu ainda estiver acordada, eu vejo… – brincou Patrícia.

Ele sorriu e agarrou-a, dando um longo beijo e percorrendo seu corpo com as mãos. Soltou-a depois de um tempo e foi para o banheiro.

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