Efeito borboleta - Fabiano Soares
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






Efeito borboleta

III – Alívio romântico

A lua cheia brilhava como um refletor. Daniela e Marcelo comiam uma batata frita na praça em frente ao show. Marcelo ofereceu também uma cerveja a Daniela.

– Não, não… já tô meio assim só com o vinho…

– Ah, mas também, beber essas sangrias nesse calor… Olha só como você está suando!

Marcelo passou a mão no rosto de Daniela, limpando uma gota de suor da garota. Depois desceu a mão para a barriga à mostra dela, mas ela rapidamente tirou sua mão de lá.

– Calma… só ia mostrar que a barriga também tá suada…

O rapaz sorriu para Daniela, que desviou o olhar para o chão e franziu um pouco a testa. 

– Bom, se você quiser, posso te dar uma carona pra casa. É perto, mas pelo menos dá pra ficar uns cinco minutos no ar condicionado do carro…

– É… acho que já estou cansada por hoje mesmo. E cinco minutos de ar condicionado, acho que vale a pena.

A menina voltou a sorrir, olhou para Marcelo, que estava sorrindo, e levantou, limpando as mãos sujas de gordura da batata na saia.

– Vamos? 

Marcelo sorriu e levantou-se, pegando a chave do carro.

 

IV – Poderia ser uma história de amor, mas um babaca estragou tudo

O carro de Marcelo estava a duas quadras da casa de Daniela, quando ele encostou em um ponto escuro da rua. Com as luzes todas apagadas, Marcelo passou os dedos suavemente no rosto de Daniela, que cruzou os braços e colocou a bolsa em cima das pernas, sem perceber o que fazia.

– … Marcelo… Minha casa é mais na frente…

– Eu sei, mas você pode fingir que ainda está no show, né?

Os dedos do garoto desciam pelo pescoço de Daniela, que apertou ainda mais a bolsa contra seu colo. O braço direito da menina conseguiu libertar-se do movimento instintivo e barrou o movimento descendente da mão de Marcelo.

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Fabiano Soares
Efeito borboleta

III – Alívio romântico

A lua cheia brilhava como um refletor. Daniela e Marcelo comiam uma batata frita na praça em frente ao show. Marcelo ofereceu também uma cerveja a Daniela.

– Não, não… já tô meio assim só com o vinho…

– Ah, mas também, beber essas sangrias nesse calor… Olha só como você está suando!

Marcelo passou a mão no rosto de Daniela, limpando uma gota de suor da garota. Depois desceu a mão para a barriga à mostra dela, mas ela rapidamente tirou sua mão de lá.

– Calma… só ia mostrar que a barriga também tá suada…

O rapaz sorriu para Daniela, que desviou o olhar para o chão e franziu um pouco a testa. 

– Bom, se você quiser, posso te dar uma carona pra casa. É perto, mas pelo menos dá pra ficar uns cinco minutos no ar condicionado do carro…

– É… acho que já estou cansada por hoje mesmo. E cinco minutos de ar condicionado, acho que vale a pena.

A menina voltou a sorrir, olhou para Marcelo, que estava sorrindo, e levantou, limpando as mãos sujas de gordura da batata na saia.

– Vamos? 

Marcelo sorriu e levantou-se, pegando a chave do carro.

 

IV – Poderia ser uma história de amor, mas um babaca estragou tudo

O carro de Marcelo estava a duas quadras da casa de Daniela, quando ele encostou em um ponto escuro da rua. Com as luzes todas apagadas, Marcelo passou os dedos suavemente no rosto de Daniela, que cruzou os braços e colocou a bolsa em cima das pernas, sem perceber o que fazia.

– … Marcelo… Minha casa é mais na frente…

– Eu sei, mas você pode fingir que ainda está no show, né?

Os dedos do garoto desciam pelo pescoço de Daniela, que apertou ainda mais a bolsa contra seu colo. O braço direito da menina conseguiu libertar-se do movimento instintivo e barrou o movimento descendente da mão de Marcelo.

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