Mito - Fabiano Soares
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






Mito

Com a mesma rapidez que a multidão se formou, ela se desfez. Algumas pessoas pararam de filmar logo depois de o sangue da cabeça de Carlos jorrar num raio de dois metros. Quando a polícia chegou ao local, as últimas pessoas saíam de perto, e nem foram importunadas pelos policiais, que tinham certeza de que aquele vagabundo tinha merecido isso, por ter roubado, e fizeram vista grossa; até demoraram para chamar os bombeiros para recolher o corpo, para ter certeza de que teria morrido mesmo (embora qualquer um visse que não havia a mínima chance de alguém sobreviver sem a cabeça). O pen drive e o dinheiro da carteira de Carlos foram roubados por um dos policias antes do rabecão chegar.
E o Rio de Janeiro seguiu, calorento e com seus roubos, em todos os níveis, para todo o sempre.

 

 

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Com a mesma rapidez que a multidão se formou, ela se desfez. Algumas pessoas pararam de filmar logo depois de o sangue da cabeça de Carlos jorrar num raio de dois metros. Quando a polícia chegou ao local, as últimas pessoas saíam de perto, e nem foram importunadas pelos policiais, que tinham certeza de que aquele vagabundo tinha merecido isso, por ter roubado, e fizeram vista grossa; até demoraram para chamar os bombeiros para recolher o corpo, para ter certeza de que teria morrido mesmo (embora qualquer um visse que não havia a mínima chance de alguém sobreviver sem a cabeça). O pen drive e o dinheiro da carteira de Carlos foram roubados por um dos policias antes do rabecão chegar.
E o Rio de Janeiro seguiu, calorento e com seus roubos, em todos os níveis, para todo o sempre.

 

 

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