O Ódio nasce em uma foz chamada Amor (Parte 1/2) - Fabiano Soares
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






O Ódio nasce em uma foz chamada Amor (Parte 1/2)

            – Olha, se eu apresentei a Cristina a você, e fiz a gente trepar junto, saiba: foi porque eu queria agüentar você mais um pouco, enquanto eu não tinha coragem de te abandonar. Mas agora eu já posso gritar: eu não quero mais você! Eu e Cristina estamos quase que namorando oficialmente. Quase, porque eu tinha você. Aquela buceta eu já chupo há uns três meses, e sou divinamente sugada para outro universo por aquela lingüinha. Então, só posso te agradecer por facilitar as coisas.

            Flávia ria. Levantou da cama e pegou o celular. Renato estava explodindo de ódio; queria matar Flávia. Queria socá-la e tacar sua cabeça na parede até pintar tudo de vermelho. Mas não, não queria acabar na cadeia, sabe-se lá se vão respeitar a função de estagiário de seu cu, ou se vão querer promovê-lo a profissional (e aí, ganha mais funções e mais responsabilidade…). Não, certamente não era o que ele queria. Controlou-se. Poderia apenas gritar para externar toda a raiva que sentia consumir sua mente. Gritou:

            – Sua vagabunda! Sai daqui!! Suja!! Sua imunda! Sai da minha casa!

            Partiu para cima de Flávia, que diante do ataque de fúria de Renato, parou de rir. Ele levantou a mão para ela, mas pensou duas, três vezes, e só gritou mais. E gritou muito. Chamou-a de todos os animais com conotação sexual para inferiorizar mulheres: galinha, vaca, piranha, cadela, cachorra, etc. Chamou-a de manga, porque em sua cabeça sem sentido, associava, por conta de uma piada, a manga à mulher que gosta de ser chupada, como se isso fosse ofensa. Pensou em jabuticaba, mas lembrou-se que a piada era de “pretinha” feliz, que nasce grudada no pau e morre sendo chupada, e não faria sentido, já que o excesso de melanina não era uma característica da garota. Mas xingou-a de tudo o que conseguiu lembrar. Botou-a para fora de casa, apenas com uma mala que ela fez rapidamente enquanto Renato vociferava insanamente. Ele não sabia, mas Flávia iria, a partir daquela noite, morar com Cristina de vez, e estava até feliz por isso. Ele, aturdido, passava longe da palavra feliz.

*  Continua…

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Fabiano Soares
O Ódio nasce em uma foz chamada Amor (Parte 1/2)

            – Olha, se eu apresentei a Cristina a você, e fiz a gente trepar junto, saiba: foi porque eu queria agüentar você mais um pouco, enquanto eu não tinha coragem de te abandonar. Mas agora eu já posso gritar: eu não quero mais você! Eu e Cristina estamos quase que namorando oficialmente. Quase, porque eu tinha você. Aquela buceta eu já chupo há uns três meses, e sou divinamente sugada para outro universo por aquela lingüinha. Então, só posso te agradecer por facilitar as coisas.

            Flávia ria. Levantou da cama e pegou o celular. Renato estava explodindo de ódio; queria matar Flávia. Queria socá-la e tacar sua cabeça na parede até pintar tudo de vermelho. Mas não, não queria acabar na cadeia, sabe-se lá se vão respeitar a função de estagiário de seu cu, ou se vão querer promovê-lo a profissional (e aí, ganha mais funções e mais responsabilidade…). Não, certamente não era o que ele queria. Controlou-se. Poderia apenas gritar para externar toda a raiva que sentia consumir sua mente. Gritou:

            – Sua vagabunda! Sai daqui!! Suja!! Sua imunda! Sai da minha casa!

            Partiu para cima de Flávia, que diante do ataque de fúria de Renato, parou de rir. Ele levantou a mão para ela, mas pensou duas, três vezes, e só gritou mais. E gritou muito. Chamou-a de todos os animais com conotação sexual para inferiorizar mulheres: galinha, vaca, piranha, cadela, cachorra, etc. Chamou-a de manga, porque em sua cabeça sem sentido, associava, por conta de uma piada, a manga à mulher que gosta de ser chupada, como se isso fosse ofensa. Pensou em jabuticaba, mas lembrou-se que a piada era de “pretinha” feliz, que nasce grudada no pau e morre sendo chupada, e não faria sentido, já que o excesso de melanina não era uma característica da garota. Mas xingou-a de tudo o que conseguiu lembrar. Botou-a para fora de casa, apenas com uma mala que ela fez rapidamente enquanto Renato vociferava insanamente. Ele não sabia, mas Flávia iria, a partir daquela noite, morar com Cristina de vez, e estava até feliz por isso. Ele, aturdido, passava longe da palavra feliz.

*  Continua…

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