O Ódio nasce em uma foz chamada Amor (Parte 2/2) - Fabiano Soares
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
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O Ódio nasce em uma foz chamada Amor (Parte 2/2)

            Cristina usava sua mão direita, bem discretamente e leve, para estimular todos os nervos do clitóris de Flávia, e fazer seus pelinhos do braço arrepiarem-se, seu mamilo enrijecer. Sabia que o motorista só conseguia vê-la beijando sua amada, e aqueles movimentos – imperceptíveis ao olho dele – faziam uma diferença enorme no corpo de Flávia. Sua atenção era totalmente voltada para isso, dar prazer àquela que era seu verdadeiro amor. Só estranhou a falta de luz no ambiente quando o carro parou, afinal de contas, até então, a escuridão a ajudava a acariciar sua mulher. Ouviu então o barulho do porta-luvas abrindo e um som de ruídos metálicos. Virou-se para o taxista, que apontava uma arma para elas.

*

            – Vamos! Passa as armas, porra! Perdeu! – o motorista gritava sussurrando para as duas.

            Flávia agora estava de olhos bem abertos e com a adrenalina a mil. Ela e Cristina tinham sido puxadas brutalmente para fora do carro, com a arma o tempo todo mirando-as. Por que ele pensava que elas teriam arma?

            – Não temos arma… Pode levar o celular, moço, só deixa a gente sair, nós só queremos ir embora! – Cristina implorava, jogando dinheiro e com o celular na mão.

            – Porra nenhuma, suas piranhas! Me passa a porra da arma! – insistia o taxista.

            As duas ficaram com as mãos para cima. Estavam próximas a uma árvore, em um lugar descampado e ermo. O medo tomava conta das duas. O taxista segurava firme a arma apontando para a cara de Flávia, e chamou Cristina para perto dele. Apalpou todo o corpo da mulher em busca de armas, sem sucesso, e ameaçava Flávia, caso ela se mexesse. Empurrou Cristina para perto do carro e puxou Flávia, fazendo o inverso: agora apontava para Cristina enquanto procurava alguma arma escondida em Flávia. Não achou nada. Empurrou-a de encontro a Cristina. As duas ficaram de joelhos, abraçadas, sob a mira da arma desse lunático, esperando o veredicto.

            – Quer dizer que peguei as duas desprevenidas, é? – sorria o taxista, com uma mão segurando a arma, e a outra começando a abaixar o zíper.

            Rapidamente ele botava o pau prá fora pelo meio do zíper; puxou Cristina pelo braço, enquanto mantinha a arma apontada para a cabeça de Flávia.

            – Chupa aqui, piranha, e não quero ouvir um pio! – o taxista sussurrava olhando para Cristina – E se morder, eu estouro a cabeça da outra putinha.

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Fabiano Soares
O Ódio nasce em uma foz chamada Amor (Parte 2/2)

            Cristina usava sua mão direita, bem discretamente e leve, para estimular todos os nervos do clitóris de Flávia, e fazer seus pelinhos do braço arrepiarem-se, seu mamilo enrijecer. Sabia que o motorista só conseguia vê-la beijando sua amada, e aqueles movimentos – imperceptíveis ao olho dele – faziam uma diferença enorme no corpo de Flávia. Sua atenção era totalmente voltada para isso, dar prazer àquela que era seu verdadeiro amor. Só estranhou a falta de luz no ambiente quando o carro parou, afinal de contas, até então, a escuridão a ajudava a acariciar sua mulher. Ouviu então o barulho do porta-luvas abrindo e um som de ruídos metálicos. Virou-se para o taxista, que apontava uma arma para elas.

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            – Vamos! Passa as armas, porra! Perdeu! – o motorista gritava sussurrando para as duas.

            Flávia agora estava de olhos bem abertos e com a adrenalina a mil. Ela e Cristina tinham sido puxadas brutalmente para fora do carro, com a arma o tempo todo mirando-as. Por que ele pensava que elas teriam arma?

            – Não temos arma… Pode levar o celular, moço, só deixa a gente sair, nós só queremos ir embora! – Cristina implorava, jogando dinheiro e com o celular na mão.

            – Porra nenhuma, suas piranhas! Me passa a porra da arma! – insistia o taxista.

            As duas ficaram com as mãos para cima. Estavam próximas a uma árvore, em um lugar descampado e ermo. O medo tomava conta das duas. O taxista segurava firme a arma apontando para a cara de Flávia, e chamou Cristina para perto dele. Apalpou todo o corpo da mulher em busca de armas, sem sucesso, e ameaçava Flávia, caso ela se mexesse. Empurrou Cristina para perto do carro e puxou Flávia, fazendo o inverso: agora apontava para Cristina enquanto procurava alguma arma escondida em Flávia. Não achou nada. Empurrou-a de encontro a Cristina. As duas ficaram de joelhos, abraçadas, sob a mira da arma desse lunático, esperando o veredicto.

            – Quer dizer que peguei as duas desprevenidas, é? – sorria o taxista, com uma mão segurando a arma, e a outra começando a abaixar o zíper.

            Rapidamente ele botava o pau prá fora pelo meio do zíper; puxou Cristina pelo braço, enquanto mantinha a arma apontada para a cabeça de Flávia.

            – Chupa aqui, piranha, e não quero ouvir um pio! – o taxista sussurrava olhando para Cristina – E se morder, eu estouro a cabeça da outra putinha.

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