Pintura de gênio - Fabiano Soares
Fabiano Soares
Formado em jornalismo, detesta jornalismo. Escrito assim em terceira pessoa parece melhor para uma minibiografia. Fabiano tenta se dedicar a muitas coisas, levando-se pela paixão das diversas formas de artes: música, textos, filmes. E é nessa esquizofrenia de interesses, onde tenta dedicar-se um pouco a cada coisa que acaba como um jornalista: sabendo nada de muita coisa. Não sabe fazer música, não sabe escrever textos e não sabe fazer filmes. Mas tenta fazer tudo isso e segue, literalmente, amador. É isso mesmo que ele quer. Apaixonado também por temas sombrios e por uma sombria vontade de avacalhar temas sombrios, não consegue fazer nada sério, portanto, não criem expectativas. Divirtam-se, ou não.
E-mail: fabianocabeludo@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/fabiano. cabeludosoares






Pintura de gênio

Quando a segunda vira terceira pessoa
E da primeira invade-se um branco sem vida
Torna obscura a existência que era boa
É necessário, então, deixá-la colorida.

O vazio branco cresce em invisível rede
Deixando a primeira pessoa deprimida
E é lembrada a solução quase esquecida
De colorir de vermelho a branca parede

Toque de gênio contra a opressora alvura
Afasta de uma vez perigoso vazio
Esvai-se o líquido de escarlate brilho
Mas deixa uma obra-prima, formosa pintura.

Fabiano Soares
Pintura de gênio

Quando a segunda vira terceira pessoa
E da primeira invade-se um branco sem vida
Torna obscura a existência que era boa
É necessário, então, deixá-la colorida.

O vazio branco cresce em invisível rede
Deixando a primeira pessoa deprimida
E é lembrada a solução quase esquecida
De colorir de vermelho a branca parede

Toque de gênio contra a opressora alvura
Afasta de uma vez perigoso vazio
Esvai-se o líquido de escarlate brilho
Mas deixa uma obra-prima, formosa pintura.