CORAÇÃO PARASITA - Fernanda Zembruski
Fernanda Zembruski
Eu tenho 19 anos, sou estudante de ciências biológicas e desde pequena sempre tive curiosidade sobre o gênero de terror, passava a tarde lendo histórias e de noite tinha que dormir com a minha mãe (kkkk).
É o meu gênero literário preferido e os autores que mais gosto: Stephen King, Lovecraft e Edgar Allan Poe, os clássicos nunca morrem hehe.






CORAÇÃO PARASITA

As costas doem,

Acho que eu me pendurei em algum lugar

e não lembro, e ninguém notou.

Que versão eu vou ser dessa vez?

 

Quando a alma já derramou entre os dedos

Há muito tempo

E eu esqueci de derramar a carne.

Pobre carne podre.

 

Carcomida, andando por aí,

Será que ela nunca irá se fartar?

Será que eles nunca vão me deixar em paz?

Eu os sinto em todo lugar

 

São eles que conduzem,

São eles que me fazem fazer essas coisas

Eu os sinto embaixo da pele

Se contorcendo.

 

Vermes incansáveis,

Não sabem que a carne cansada é a que mais se cala?

Vermes gordos, eles devem ser tão gordos

Há anos e anos roendo, pouco a pouco.

 

Eles roem eles corroem,

Atrás dos meus olhos,

Eu os sinto atrás de meus olhos

Lambendo as órbitas de dentro pra fora

Me fazendo ver coisas que eu não quero.

 

Eu acordo todo dia pensando no fim desse martírio,

Só que ele nunca chega, ele nunca chega

Por isso eu nunca paro, por isso eu nunca fico

Por isso, todo dia algo dentro de mim vai embora.

Por isso eu deixo, por isso eu me calo.

 

 

 

 

 

Fernanda Zembruski
CORAÇÃO PARASITA

As costas doem,

Acho que eu me pendurei em algum lugar

e não lembro, e ninguém notou.

Que versão eu vou ser dessa vez?

 

Quando a alma já derramou entre os dedos

Há muito tempo

E eu esqueci de derramar a carne.

Pobre carne podre.

 

Carcomida, andando por aí,

Será que ela nunca irá se fartar?

Será que eles nunca vão me deixar em paz?

Eu os sinto em todo lugar

 

São eles que conduzem,

São eles que me fazem fazer essas coisas

Eu os sinto embaixo da pele

Se contorcendo.

 

Vermes incansáveis,

Não sabem que a carne cansada é a que mais se cala?

Vermes gordos, eles devem ser tão gordos

Há anos e anos roendo, pouco a pouco.

 

Eles roem eles corroem,

Atrás dos meus olhos,

Eu os sinto atrás de meus olhos

Lambendo as órbitas de dentro pra fora

Me fazendo ver coisas que eu não quero.

 

Eu acordo todo dia pensando no fim desse martírio,

Só que ele nunca chega, ele nunca chega

Por isso eu nunca paro, por isso eu nunca fico

Por isso, todo dia algo dentro de mim vai embora.

Por isso eu deixo, por isso eu me calo.