INFORTÚRNIO NOTURNO - Fernanda Zembruski
Fernanda Zembruski
Eu tenho 19 anos, sou estudante de ciências biológicas e desde pequena sempre tive curiosidade sobre o gênero de terror, passava a tarde lendo histórias e de noite tinha que dormir com a minha mãe (kkkk).
É o meu gênero literário preferido e os autores que mais gosto: Stephen King, Lovecraft e Edgar Allan Poe, os clássicos nunca morrem hehe.






INFORTÚRNIO NOTURNO

Quando eu me deito, é a hora que o vento bate na janela

De todas que eu penso,

Essa é a única coisa que quero, que eu preciso

Realmente esquecer

 

Quando eu me ajoelho e finjo rezar

Não há palavras que possam sair

De minha boca

Nunca ouve, essas palavras

Elas estão escondidas em algum lugar, muito fundo

De meu âmago

E eu tenho medo, de um dia precisar usá-las.

 

Quando a lua me cala com seu fulgor,

Eu falo pelos olhos,

Falo o que minha boca nunca conseguiria dizer

Graças a deus eu sou muda.

 

Palavras que nadam pelo meu corpo,

Boiam dentro de meu estômago, com o suco gástrico

Talvez seja por isso que dói tanto dizê-las

Palavras que flutuam, sobem até a cabeça e ficam só ali, como navalhas

Trinchando partes de minha mente que eu não fazia ideia que estavam ali

 

E a alma acanhada

Sob o luar se exime

Dança com o diabo

E fala palavras bonitas.

Fernanda Zembruski
INFORTÚRNIO NOTURNO

Quando eu me deito, é a hora que o vento bate na janela

De todas que eu penso,

Essa é a única coisa que quero, que eu preciso

Realmente esquecer

 

Quando eu me ajoelho e finjo rezar

Não há palavras que possam sair

De minha boca

Nunca ouve, essas palavras

Elas estão escondidas em algum lugar, muito fundo

De meu âmago

E eu tenho medo, de um dia precisar usá-las.

 

Quando a lua me cala com seu fulgor,

Eu falo pelos olhos,

Falo o que minha boca nunca conseguiria dizer

Graças a deus eu sou muda.

 

Palavras que nadam pelo meu corpo,

Boiam dentro de meu estômago, com o suco gástrico

Talvez seja por isso que dói tanto dizê-las

Palavras que flutuam, sobem até a cabeça e ficam só ali, como navalhas

Trinchando partes de minha mente que eu não fazia ideia que estavam ali

 

E a alma acanhada

Sob o luar se exime

Dança com o diabo

E fala palavras bonitas.