O aniversário de Júlia (parte 02) - Brincadeira Perigosa - Flávio Assumpção
Flávio Assumpção
Eu escrevo desde 2007. Trabalho com contos de terror e ficção científica. Fui influenciado por Lautreamont, Marquês de Sade, Philip K. Dick, Robert Anton Wilson, Willian Burroughs, Augusto dos Anjos, Hakim Bey, Alan Moore, Clive Barker, entre outros. Quando não estou sob a influência dos demônios do caos, costumo trabalhar como psicólogo clínico na cidade de São Paulo.





O aniversário de Júlia (parte 02) – Brincadeira Perigosa

A pequena olhou em volta do quarto e não encontrou nada. Mas ao olhar para a sua janela, ela viu que lá estava escrito com sangue as palavras “Charlie” e “Belial”. A garota tremeu e gritou pela mãe. Foi nesse segundo que ela ouviu um grito estridente seguido de uma risada de criança. Jéssica decidiu olhar se havia algo embaixo de sua cama, ao olhar ela viu que a cabeça de sua mãe estava lá, toda ensanguentada e sem o restante do corpo. Ela gritou em desespero e se cobriu até o rosto novamente. Passados alguns minutos ela decidiu sair das cobertas e ver novamente seu quarto. As lágrimas escorriam pelo seu rosto de menina. Estava se culpando por tudo aquilo, sabia que o demônio da brincadeira do lápis iria se vingar e buscar ela, assim como havia feito com sua amiga Júlia. Ao sair das cobertas ela viu que sua cama estava no meio do cemitério onde as mortes haviam acontecido. Aquilo parecia um pesadelo terrível. Jéssica se desesperou e gritou para aquilo tudo acabar. Após o grito, viu sua amiga Júlia com sua roupa suja de terra e sangue, com as cabeças de seus pais, uma em cada mão.

Seus olhos eram negros como os de um demônio e lhe disse com uma voz macabra:

“Vim te buscar, Jéssica! Hoje você vai morrer e sua alma será minha. Iremos brincar no inferno com os nossos pais”. Júlia subiu na amiga e devorou todo o seu rosto.

 

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Flávio Assumpção
O aniversário de Júlia (parte 02) – Brincadeira Perigosa

A pequena olhou em volta do quarto e não encontrou nada. Mas ao olhar para a sua janela, ela viu que lá estava escrito com sangue as palavras “Charlie” e “Belial”. A garota tremeu e gritou pela mãe. Foi nesse segundo que ela ouviu um grito estridente seguido de uma risada de criança. Jéssica decidiu olhar se havia algo embaixo de sua cama, ao olhar ela viu que a cabeça de sua mãe estava lá, toda ensanguentada e sem o restante do corpo. Ela gritou em desespero e se cobriu até o rosto novamente. Passados alguns minutos ela decidiu sair das cobertas e ver novamente seu quarto. As lágrimas escorriam pelo seu rosto de menina. Estava se culpando por tudo aquilo, sabia que o demônio da brincadeira do lápis iria se vingar e buscar ela, assim como havia feito com sua amiga Júlia. Ao sair das cobertas ela viu que sua cama estava no meio do cemitério onde as mortes haviam acontecido. Aquilo parecia um pesadelo terrível. Jéssica se desesperou e gritou para aquilo tudo acabar. Após o grito, viu sua amiga Júlia com sua roupa suja de terra e sangue, com as cabeças de seus pais, uma em cada mão.

Seus olhos eram negros como os de um demônio e lhe disse com uma voz macabra:

“Vim te buscar, Jéssica! Hoje você vai morrer e sua alma será minha. Iremos brincar no inferno com os nossos pais”. Júlia subiu na amiga e devorou todo o seu rosto.

 

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